quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Cidadão Português expulso de Marrocos

É uma vergonha o que aconteceu com um cidadão Português em Marrocos. Porque é que os Orgãos de comunicação social nada dizem ? E o Estado Português não deveria pedir explicações pelo sucessivo ?
Deixo aqui a nota do gabinete de imprensa do PCP, para que não exista duvidas de que o partido a que este jovem pertence informou a imprensa deste acontecimento.
Tristes estes jornalistas que a mando dos patrões, só divulgam aquilo que o dono lhes manda.

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre expulsão do Presidente da FMJD pelas autoridades marroquinas

Nos dias 30 e 31 de Outubro, o presidente da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) e Coordenador da Comissão Organizadora do Comité Internacional do 17.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, Tiago Vieira, foi detido e expulso pelas autoridades marroquinas sem qualquer explicação consistente.

Em visita a Laayoune, após apelo e convite da organização de juventude saharaui UJSARIO dada a situação de cerco que o exército marroquino tem imposto aos activistas do Sahara Ocidental naquela região (cerco que já levou à morte um jovem de 14 anos assassinado há poucos dias pelas forças marroquinas), Tiago Vieira foi abordado pela polícia marroquina ainda no interior do avião procedente de Casablanca, recém aterrado em Laayoune. Foram-lhe feitas perguntas sobre o porquê da visita àquela região de Marrocos e tiradas fotografias do seu rosto assim como do seu passaporte, sem qualquer explicação e com a referência apenas ao “cumprimento de ordens”.

Retido no avião, o presidente da FMJD foi posteriormente obrigado a regressar para a Casablanca, privado do passaporte, que durante o voo foi retido pelo próprio piloto do avião. Ao chegar a Casablanca, sem conseguir recuperar o passaporte, foi encaminhado para um carro da polícia, nova detentora do passaporte, que o encaminhou para uma sala onde além do frio e ausência de sítio para dormir, ficou durante mais de 15 horas sem qualquer justificação, tendo apenas sido informado (ao fim de 12 horas) que a polícia marroquina o havia colocado no próximo voo para Portugal. Escoltado pela polícia até à porta de embarque do avião, o presidente da FMJD voltou a insistir no apuramento da razão desta expulsão do país, e uma vez mais lhe foi dito que eram “apenas ordens de alguém superior”.

O PCP repudia a actuação das diversas autoridades marroquinas envolvidas numa acção atentatória de várias regras do direito internacional, de acordos existentes entre Portugal e Marrocos no âmbito da circulação de pessoas, assim como dos Direitos Humanos.

Além dos cargos que ocupa na Federação Mundial da Juventude Democrática e no Comité Organizador Internacional do 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, Tiago Vieira é Dirigente da JCP e membro do Comité Central do PCP.

O Partido Comunista Português usará dos meios institucionais e legais ao seu dispor para exigir das autoridades marroquinas um pronto e cabal esclarecimento do sucedido, bem como o necessário pedido de desculpas formal a Tiago Vieira enquanto Presidente da Federação Mundial da Juventude Democrática.

O PCP reclama do Governo português a necessária acção junto da representação diplomática de Marrocos em Portugal visando o pronto e cabal esclarecimento do sucedido e uma inequívoca e pronta condenação das acções praticadas pelas autoridades marroquinas contra Tiago Vieira e contra a FMJD, organização que é “Mensageiro da Paz” das Nações Unidas, que mantém relações com a UNESCO, com membros de mais de 120 países, portadora, ao longo dos seus 65 anos de existência, de um valioso património de defesa da paz e dos direitos dos povos e da juventude, contra o imperialismo, o fascismo e o colonialismo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dispam-se já !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


O caso conta-se em poucas palavras:
cinco membros da JCP (Juventude Comunista Portuguesa), quatro raparigas e um rapaz, foramdetidos pela PSP quando procediam à pintura de um mural na Rotunda das Olaias, em Lisboa; levados para a esquadra, foram insultados, ameaçados e... obrigados a despir-se.
Repito: obrigados a despir-se.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Revolução de Consciências


A proliferação de medidas contra a crise, proposta neste orçamento de Estado, sem duvida alguma vêm colocar o dedo na ferida nas capacidades dos governantes, e de uma certa oposição, na apresentação de soluções para a resolução da crise. Medidas velhas e sem o mínimo de consistência técnica não irão resolver o problema, pelo contrário, irão agrava-lo. Há que recordar que esta crise, não é uma crise da democracia, como tantos parecem querer fazer crer, antes mais é uma crise criada pelos próprios ao longo dos anos de democracia em que o nosso país vive, três partidos políticos foram os responsáveis por nos terem "desgovernado" e de se terem governado a eles e alimentando clientelas politicas.
O embuste que é o PSD, ao andar a jogar um jogo, que todos nós já sabemos como vai acabar, vai dando para entreter o povinho, que mais uma vez vai sendo enganado pela comunicação social dominante, no sentido de perpetuar estes dois partidos do centro ( por vezes com mais um pequeno), na esfera do poder governamental.
As minhas duvidas são legitimas. Diz o povo e com razão, que há primeira todos podem cair, à segunda caí quem quer, e à terceira caí quem é estúpido. Neste momento, e porque já foram muitas vezes as que o povo caiu, só penso que de facto o povo é estúpido.
As armadilhas são imensas. O facto de persistentemente nos dizerem de que não existem outras resoluções para os problemas, fazem com que a maioria pense que estas são inevitabilidades a que não poderemos fugir.
Mas existem outras soluções, outras alternativas. Muitos apelam à revolta..., a que se faça um novo 25 de Abril, mas a minha pergunta será válida: para quê uma outra revolução sem consciencialização?????
Então a revolução terá de ser feita nas consciências de cada um, numa efectiva mudança de pensamento, e sem medos, apostar noutras formas de governação.
O que temos, já era, esta na altura da REVOLUÇÃO DE CONSCIÊNCIAS.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sem comentários ....


Esta noticia foi retirada do Expresso e por ser verdade e por me deixar sem palavras, transcrevo tal e qual o jornalista a descreveu. Não faço qualquer comentário, pois nem me parece oportuno...

"Crise: Deputado esfomeado reivindica jantar na cantina da AR

O deputado do PS Ricardo Gonçalves gostava de ter a cantina da AR aberta ao jantar. Isto porque 3700€/mês que aufere "não dão para tudo". Fiquei com um "aperto no coração" ao ler isto.Pensava que nada me podia surpreender na política, mas eis que um deputado me acorda para a triste realidade: Portugal. O absurdo é o limite. O horizonte da estupidez ganha novos desígnios e contornos todo o santo dia. Ao deputado Ricardo Rodrigues dos gravadores junta-se agora o deputado Ricardo Gonçalves das refeições.

Se o primeiro meteu gravadores no bolso. Este afirma que o que lhe põem no bolso não chega para tudo, mesmo que seja um valor a rondar os 3700€/ mês. Uma miséria. "Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer" Correio da Manhã (vou fazer uma pausa para ir buscar uns kleenex...)

O corte de 5% nos salários irá obrigá-lo, como "deputado da província", a apertar o cinto e consequentemente o estômago, levando-o a sugerir com ironia mas com seriedade (!?) a abertura da cantina da AR para poder jantar. Uma espécie de Sopa dos Pobres mas sem pobres e sem vergonha. Só com políticos, descaramento e sopa.

"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá" Valerá a pena acrescentar alguma coisa? Não me parece. Só dizer que as almôndegas que comi ao jantar não se vão aguentar no estômago durante muito tempo depois de ter feito copy/paste desta declaração

Mas continuando a dar voz ao Sr. Deputado: "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". Pois é, coitadinhos, andam todos a pão e água. Alguns são meninos para largar os bifes doGambrinus.

Bem sabemos que os grandes sacrificados do novo pacote de austeridade do Governo vão ser os senhores deputados. Ninguém tinha dúvidas quanto a isto. E ajuda a explicar o "aperto de coração" que o Primeiro-Ministro sentiu ao ter de tomar estas "medidas duras". Sabia perfeitamente que ao fazê-lo estava a alterar os hábitos alimentares do Sr. Deputado Ricardo Gonçalves, o que é lamentável.

Que tal um regresso à província com o ordenado mínimo e um pacote senhas do Macdonalds? Ser deputado não é o serviço militar obrigatório. Pela parte que me toca de cidadão preocupado está dispensado. Não o quero ver passar necessidades.

Há quem sobreviva com pensões de valor equivalente a 4 dias de ajudas de custo do senhor deputado. Quem ganha o ordenado mínimo está habituado a privações, paciência. Agora com 3700€ por mês e 60€/dia de ajudas compreendo que seja mais difícil saber onde cortar. Podíamos começar por cortar na pouca-vergonha. Mas isso seria pedir demais.

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Revolução, mas sem caviar...


Alguns dizem que chegou a hora, ou Revolução ou Emigração, estas são as opções, a escolha é nossa. A emigração poderá de facto ser uma saída para a crise. Mas meu caro Daniel Oliveira , para emigrar só com algumas condições. Não poderiam de cá sair aqueles que nos tem governado neste últimos anos. Também não poderiam sair aqueles que os apoiam. No fundo só sairiam aqueles que sistematicamente tem pago a m**** que esses mesmos senhores andam a fazer à mais de 35 anos. Quanto à revolução, bem essa acontecerá mais cedo ou mais tarde, a história é cíclica e repete-se, no entanto não será feita por senhores da chamada esquerda "caviar", esses são os tais que continuamente falam, falam, falam e não fazem nada, nem o poderão fazer, pois eles são o produto criado pelo próprio capitalismo, para o engodo do povo. É tão giro dizer-se que se é revolucionário e depois continuar na pratica a ter as mordomias que os outros, os do dinheiro, os do capital, lhes oferecem. É tão giro ser poeta e ir ao fim de semana para as caçadas e beber bom vinho de boas colheitas, e saborear o produto da caçada, e hastear o troféu com um pelo macio e lindo. Há, como é bom ser, dizermos que somos de Esquerda.
Aos capitalistas, as medidas de austeridade nunca chegam, nem chegarão, porque não temos um governo que governe para o povo.

Estamos a ser governados por uma camada de incompetentes. Portugal é um autentico vira do Minho, agora governas tu, agora governo eu, agora governas tu mais eu e mais um feirante.
É preciso dizer um basta..., Cheira-me que a revolução está mais próximo do que possam pensar, mas não será feita com "caviar"...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

3; 4, e 5 A FESTA


Mais um ano, mais uma festa. Muitos (os que a invejam) chamam-lhe romaria, aqueles que a amam chamam-lhe a festa da liberdade. Para mim será sempre a minha FESTA, aquela em que sinto que a existe um coração a bater por um ideal. Só mesmo um partido como este para fazer uma festa como esta onde a solidariedade é a palavra de ordem. Numa altura em que os interesses económicos estão sempre em primeiro lugar, ainda existem pessoas capazes de trabalhar de borla para o bem colectivo. É esta vertente humana que a mim, como comunista que enche de orgulho, porque sei que mais nenhum partido politico português seria capaz de o fazer. Um forte e grande abraço a todo o colectivo partidário, aos militantes e simpatizantes do PCP que constroem esta cidade de três dias. De referir também que alguns dos que lá vão trabalhar nem sequer votam na CDU. Posso dizer que já lá levei simpatizantes de outros partidos para jornadas de trabalho, e porque gostaram do que viram, voltam sempre todos os anos.
A Festa é de todos, mas para mal dos que a denigrem ela continua a ser a festa do comunistas.
Que assim continue a ser por todos os anos.
Não há festa como esta.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Obrigado pelo exemplo de vida


Obrigado pelo exemplo de vida que me deixaste. Um até sempre, meu camarada querido.