segunda-feira, 8 de março de 2010

100 anos de Luta pela Igualdade


Muitos anos se passaram desde o primeiro rebentar de consciência e de revolta por parte de um punhado de mulheres que ao tentarem fazer valer os seus direitos, através da greve e do protesto, foram violentamente agredidas. Já passaram 100 anos deste que tal aconteceu. Desde essa altura, muitas lutas foram travadas pelas mulheres no intuito de conseguirem igualdade de direitos. Alguns foram alcançados, muitos não passam do papel, porque na prática as desigualdades continuam e são gritantes. Continuam as mulheres a serem as mais pagas, continuam a ser aquelas a quem o despedimento bate mais depressa à porta, continuam a ser vitimas de violência doméstica por parte de homens sem escrúpulos e que tem por elas sentimentos de posse, pensando serem os seus donos.

Neste dia simbólico saúdo em especial as mulheres do meu país que estão a passar pelo flagelo do desemprego e todas aquelas que são vitimas da violência doméstica, quer seja física ou psicológica.

A luta, para todas as mulheres, será sempre o caminho.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Democracia no Chile


Esta história da democracia tem muitas nuances. Existem aqueles que de facto acreditam na representação plural e multi partidária, e depois existem os que lhes incomoda certas forças politicas que no seu entender são desestabilizadoras. Também o tentaram aqui em Portugal, mas não o conseguiram, mas isso não quer dizer que estejamos livres de que esses senhores voltem à carga. Numa altura em que certos "democratas" da nossa praça, voltam novamente as suas atenções e canetas para a ilha de Cuba, é no mínimo estranho que não foquem a questão da falta de democracia e de liberdade no Chile ou nas Honduras. Dois pesos e duas medidas. A democracia também tem destas dualidades de interesses.

Aqui deixo uma nota do Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português sobre a extinção do PC Chileno.


Carta de Solidariedade ao PC do Chile
Quinta, 18 Fevereiro 2010
Queridos camaradas,Foi com profunda indignação que tomámos conhecimento da situação de “dissolução” e ilegalidade do Partido Comunista do Chile. A vigência de um instrumento legal ainda impregnado pelo espírito da ditadura fascista de Pinochet – cujo anacronismo a eleição de três deputados comunistas, nas legislativas de Dezembro, torna particularmente evidente – associa-se ao recente triunfo presidencial do candidato assumido da direita chilena e à ameaça revanchista representada pelos sectores mais retrógrados da sociedade chilena e o imperialismo, facto que não pode deixar de merecer a mais firme denúncia e rejeição dos comunistas e dos democratas em geral.Um partido com tão heróicas tradições e tão funda raiz nos trabalhadores e na realidade chilena, como o PCC, está acima de tão iníquas medidas. Mas não deixa de ser profundamente inquietante que elas sejam possíveis num país que se pretende democrático. Deste modo, queremos expressar-vos a fraternal solidariedade dos comunistas portugueses e formular votos para que seja rapidamente ultrapassada, sem maior prejuízo para a intervenção e actividade do PCC, tão grave limitação ao exercício cabal das liberdades políticas fundamentais e do pluralismo democrático no Chile e que a luta do PCC e demais forças democráticas chilenas por uma efectiva e profunda democratização da vida política nacional venha a ser coroada de pleno sucesso.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sem proveito


Gostaria em primeiro lugar de expressão a minha solidariedade para com as famílias das vitimas do temporal na Madeira e para com aqueles que tudo, ou quase tudo perderam. Foi de facto uma catástrofe, as imagens falaram por si. Foi impressionante ver tanta destruição e verificar que a força da natureza repõe o que a mão do homem tentou mudar à sua maneira. Na minha modesta opinião poderia ter-se evitado a perda de tantas vidas humanas se existisse um verdadeiro ordenamento do território (coisa que não é exclusiva da Madeira, no Continente passa-se exactamente o mesmo).

Mas a minha nota negativa vai sem duvida para a deslocação que o Presidente da República fez à ilha. Não entendi muito bem o que foi lá fazer. O que o levou a viajar até lá, poderia ter sido feito através das telecomunicações. O senhor praticamente só falou com o presidente do Governo Regional e com o presidente da C.M. do Funchal e pouco mais.Se foi para isto que ele lá foi, mais valia estar em Belém e usar o telefone, sempre é mais barato do que uma deslocação de avião.
Será que o senhor tem medo de sujar as calças ?
Será tem algum problema na fala ?
Ou será que não entendia o dialecto dos Madeirenses ?

Para se inteirar da situação bastaria ver as imagens televisivas, é que ainda por cima não foi aos sítios mais afectados pelo temporal. Não sei se foi culpa dele, ou dos seus conselheiros que lhe organizaram a viagem, mas uma coisa é certa, no meu ponto de vista ficou muito mal na fotografia.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Candidatura p/ Administrador


Com tanto desempregado por certo não faltarão candidatos a tão valioso lugar, mas como este executivo ainda será para manter durante mais algum tempo, por certo outros trabalhos surgirão em mais umas tantas empresas ligadas ao sector empresarial do estado.
É por estas e outras que os partidos ditos do "centrão" conseguem ter tantos militantes.
Como a educação começa em casa, era bom que os pais transmitissem aos seus filhos alguns valores humanos, tais como a honestidade, integridade, humildade, solidariedade, etc, coisas que por certo muitos dos nossos políticos não tiveram oportunidade de aprender: Culpa dos pais... digo eu !!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Saga Continua...

... até rebentar o balão e a "massa acastanhada" se espalhar por todo o lado.
Espero que esta novela continue e que ninguém, por artes mágicas, a faça parar.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O "Sol" e as Providências


Há muitos anos atrás, participei numa iniciativa da JCP, foi ao longo de um Domingo, pelas praias da Costa da Caparica a vender o Jornal o "Diário" e lembro-me que apregoávamos assim:
- "Olha o "Diário" é o único que não é do Mário". (na altura era primeiro-ministro o Soares).

Será que posso dizer:
- "O "Sol" quando nasce é para todos" e nunca se vai poder controlar o seu percurso nem com todas as "providências" e "cautelas" do Mundo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O "Assalto"


Estou cada vez mais convencido da existência de culpados no meio desta história toda. Depois das notícias vindas a público sobre a orquestração de um plano, por parte da direcção do partido Socialista e do Governo, para o assalto final à comunicação social e o seu respectivo controlo, fico pasmo como é que, provas evidentes, dessa mesma conspiração foram mandadas destruir por parte do Procurador Geral da República, ordem essa prontamente executada pelo Presidente do Supremo, Noronha do Nascimento (pelos vistos não respeitada, e ainda bem). Até chegar a estes senhores, todo o processo passou por várias pessoas, investigadores da polícia judiciária, juízes e procuradores, e todos eles acharam que existiam fortes indícios que apontavam para a existência de crimes. O que me parece é que para além do controlo, já existente na comunicação social, também existe um controlo na justiça. A independência da justiça em relação ao poder político, neste e noutros processos, está a ser posta em causa, pela ambição desmedida de alguém que mais parece ser um "ditador".

Penso que os partidos e muito em especial o PCP, deveriam ser mais combativos em relação a toda esta situação, exigindo que todas as conversas (que dizem ser particulares) fossem tornadas públicas, e que se de facto existissem provas em concreto, para levar estes senhores ao banco dos réus, exigissem com muita veemência a sua condenação. Sei que por norma o PCP não comenta factos que não estão provados e aos quais a justiça não se pronunciou, é ser o politicamente correcto, e quase mais "papista que o papa".Mas penso que neste caso só um comunicado oficial, como o que foi enviado ontem para as redacções, por parte do PCP, não chega. Um partido que sofreu na pele, anos e anos de repressão, deveria ter uma actuação mais enérgica nesta situação, até porque o esclarecimento e a verdade são uma das formas pelas quais o PCP chega ao seu eleitorado. Por tudo isto gostaria de ver o meu partido a ser mais interveniente nesta matéria, por achar de primordial importância para a nossa liberdade o conhecimento completo da verdade.

Continuo a pedir com urgência uma operação mãos limpas.