sexta-feira, 9 de maio de 2008

Subsídio de Risco para a Policia


Como poderemos verificar a violência em Portugal está a aumentar de dia para dia. São muitos os factores que levarão por certo a este aumento crescente. Mas o que todos nós notamos é que o crime está dia para dia mais violento. Enquanto que há uns anos atrás era o pequeno delito, o roubo por esticão que imperava, hoje em dia notamos que por qualquer coisa se dispara uma arma e tira-.se uma vida humana. O crime passou a ser mais organizado e mais violento, apesar de nos tentarem dizer o contrario.
O incidente ocorrido ontem no Miratejo vêm colocar novamente na ordem do dia o perigo que é ser agente da autoridade. Hoje em dia um homem fardado na rua é considerado um alvo a abater. Depois de se ver que nas próprias esquadras, onde um cidadão recorre para pedir ajuda, deixou de ser um local seguro, nós começamos a ter medo e sentimos que ficamos á mercê daqueles que fazem do crime o seu modo de vida.
Verificamos que as condições de trabalho para estes agentes não são as melhores e muitas das vezes nem os mínimos têm para exercer as sua profissão com dignidade. São homens e mulheres que colocam em risco a sua vida por tão pouco.
Ontem com um agente das Brigadas Especiais da PSP aconteceu... a sua vida foi colocada em risco ao levar um tiro.
Verifica-se que para os profissionais da PSP e GNR as condições para exercer a sua profissão são diminutas assim como os seus salários. É verdade que a ASPP o sindicato mais representativo da policia á muito pede melhores condições de trabalho. O facto de não existir uma mais valia é uma falta de consideração para quem arrisca diariamente a própria vida. Mas há mais, este agente que ontem foi baleado vai ver o seu ordenado diminuído porque deixa de receber os subsidio de patrulhamento assim como o de turno. Das três forças policiais, apenas os agentes da Polícia Judiciária (PJ) vêm no seu recibo de vencimento um subsídio de risco, que varia consoante os cargos. Esse benefício foi atribuído ao órgão de investigação criminal após o 25 de Abril de 1974 .

As forças policias servem no fundo para proteger o cidadão e sobretudo para impor a ordem na sociedade que os governantes querem que seja e claro está proteger.lhes as costas. Se assim é, porque razão tanta gente neste país recebe subsidio de risco. Talvez o único risco que façam seja mesmo o da caneta, porque até hoje não me lembro de nenhum juiz ou outro magistrado ter sido atacado, morto ou violentado como o são estes nossos agentes da autoridade. Um pouco mais de dignidade é preciso.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Moção de censura a esta Politica


A Moção de censura ao governo, apresentada hoje na Assembleia da Republica pelo PCP já sabemos de ante mão que não passará, mas é preciso que alguém levante a voz naquela casa e diga alto e bom som que este governo está a levar-nos à miséria.
Entre muitas coisas a nova proposta do Pacote laboral, apresentada sobre a forma de livro Branco e que vai passar a ser discutido em Concertação Social, não é mais que uma aldrabice e pela qual todos os trabalhadores vão pagar bem caro, caso avance da maneira como está. De facto será mais um cenário negro do que um branco angelical. Estão a tentar vender-nos uma coisa que não é verdadeira. Dizem-nos estes senhores de que com o novo código os trabalhadores ficam a ganhar. Um dos exemplos que encontrei neste código é que vão criar novas condições para que os jovens pais estejam mais tempo com os filhos (neste caso o pai), a quando do nascimento destes. Até aqui tudo bem. Mas tudo mal, quando se diz que as empresas podem estipular o horário de trabalho podendo este ir até 12 ou mais horas por dia. Então e aí onde deixam os paizinhos os filhos ??? Só aquela da caducidade de todos os contratos de trabalho ao fim de 10 anos, é uma aberração completa. Lendo bem o livro "negro" só existem de facto uma ou duas medidas que serão positivas para o lado dos trabalhadores.
Em vez do governo se preocupar em arranjar investimentos para empresas que produzam de facto bens e serviços que sejam competitivos com os restantes países, em vez de se preocuparem com o crescente aumento do desemprego, com o numero cada vez maior de jovens ( e não só ) que abandonam Portugal para procurar emprego noutras paragens, preocupam-se em arranjar leis mais neoliberais que afundam cada vez mais a economia, deslocalizando as empresas para outros continentes onde a exploração ainda é maior. A solução está por certo nas mãos dos empresários que deveriam preocuparem-se em envolver mais os trabalhadores nos objectivos das suas empresas, informando, ouvindo sugestões, fazerem sentir que o trabalhador faz parte integrante nessa dinâmica nova de desenvolvimento, tudo isto com um objectivo a criação de maior riqueza para o país, o aumento dos lucros para a empresa e claro esta uma remuneração mais justa por parte de quem cria a riqueza. Será assim tão difícil perceber isto. Estas seriam preocupações justas que por certo incrementariam o emprego o desenvolvimento e fariam com que os trabalhadores, esses mesmo que dão riqueza ao país se sentissem mais motivados e envolvidos numa verdadeira recuperação da economia Portuguesa.

Este é só uma parte do problema. Por isso a moção de censura do PCP, faz todo o sentido, face ao descontentamento crescente dos Portugueses. Mas tenho a certeza que logo quando o nosso 1º falar e com aquela maneira arrogante que têm de responder ás perguntas que lhe são incomodativas , vai dizer que lá está novamente o PCP com a cassete e que os comunistas estão ultrapassados e retrogrados e .... blá, blá, blá, blá... vai ser um nunca mais acabar de insultos e de provocações sem que de facto dê mostras de alterar o que quer que seja. Mas o cântaro tantas vezes vai há fonte que parte. Pode ser que a maioria dos Portugueses comecem a perceber que tal como um medicamento pode não curar uma doença, existem outros que o poderão fazer, é que até agora nestes 34 anos de democracia só tivemos 3 comprimidos e nenhum deles resolveu as nossas maleitas. Talvez seja a altura para muita gente começar a mudar de receituário.

terça-feira, 6 de maio de 2008

"Em terra de cegos, quem têm olho é Rei"


Depois da "Grande Reportagem" que vi ontem na TVI, penso não existirem duvidas quanto aos malefícios destas parcerias publico/privadas no que se refere ás operações cirúrgicas. Chegamos ao cumulo de neste país existirem salas de operações dos hospitais públicos alugadas em certas horas do dia, a médicos desse mesmo hospital, para intervenções cirúrgicas particulares.
Quanto á reportagem em questão focou a área da oftalmologia. E aquilo que já sabíamos, foi ali confirmado, os médicos portugueses são maus profissionais. É inconcebível que atendam meia dúzia de doentes em hospitais públicos para depois fazerem com que a esmagadora maioria dos mesmos recorra ás suas clínicas privadas, com a agravante de os preços cobrados serem mais do dobro dos praticados no país vizinho.Uma operação aos olhos em Portugal custa em média 1800 Euros, em Espanha esse valor fica pelo 900.
O bastonário da Ordem dos médicos indignou-se muito pelo facto de os doentes irem até Cuba para se tratar e de um médico Espanhol, a trabalhar em Portugal, fazer numa semana mais de 250 operações cirúrgicas aos olhos, enquanto que um médico Português levaria meses a atingir estes valores. Falou que não acreditava muito, que tinha reservas, falou em falta de higiene, falou... falou..., para justificar o injustificável.
Como podem estes senhores dormir descansados quando existem pessoas a ficar CEGAS e não têm monetariamente hipóteses para recorrer aos seus serviços particulares.
Mais grave, dizem a certos doentes que o seu caso é irreversível e vai-se a ver, o médico Cubano, que está a fazer aqui em Portugal a triagem dos doentes que estão a ir a Cuba, dizer que muitos desses deles ainda têm solução. A isto chama-se incompetência, falta de profissionalismo, falte de ética. Como pode o Bastonário da Ordem dos Médicos vir defender médicos com tão pouca moral. A saúde é um direito, nunca deveria ser uma forma de ganhar dinheiro fácil. Eles sabem que os doentes mais carenciados recorrem a empréstimos para resolver o problema. Valem--se da ignorância das pessoas para andarem a encher os bolsos á custa de velhos, com pensões de miséria e que mal têm dinheiro para comer. Isto é um escândaloE o governo e o Ministério da Saúde nada fazem para resolver o problema. Pior, estão a marimbar-se para isso, pois ainda tem a distinta lata de dizer que as coisas não estão assim tão negras como as querem pintar, como foi dito ontem pelo secretário de Estado da saúde.
E como o ditado popular diz - "Em terra de cegos quem têm olho é Rei", os nossos médicos têm um olho muito grande.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

1º de Maio na Alemeda



São mais do que muitas as razões para lutar. E neste 1º de Maio os trabalhadores Portugueses têm muitos motivos para dizerem na rua que estão descontentes. O custo de vida aumenta o Povo não aguenta. É preciso é urgente uma politica diferente. Não ao novo Pacote laboral.

Muitos são os motivos para que todos nós, tomando consciência de que a vida têm de ser vivida de uma forma plena, lutemos com a consciência de que é nosso dever tomar iniciativa e participar nestas manifestações. Tomar partido é o meu lema. Tomar partido contra as injustiças, contra a precariedade no emprego, contra os falsos recibos verdes, contra o aumento do custo de vida, contra uma falsa inflação que nos querem fazer crer que é baixa, contra o desemprego, etc etc,...
Tomar partido é dizer o que está mal, apontando soluções... Tomar partido é gritar e dizer BASTA.
BASTA dos aumentos da gasolina e do gasóleo. Estes 14 aumentos desde o principio do ano são uma farsa, com o euro a valer mais 50% do valor do Dólar, e sendo o barril do petróleo pago nesta moeda, como é que nós pagando em Dólares o barril do petróleo nos querem fazer crer que estamos a importar o petróleo mais caro ? Querem nos fazer de estúpidos ?
Basta fazer contas. Mas julgam que somos o Guterres que não as sabe fazer ? Roubar assim é descaramento e é um escândalo.
Por isso apelo a todos que tomem partido neste 1º de Maio e venham para a rua. Por todo o país vão haver concentrações e manifestações promovidas pela CGTP IN. Lutando pode-se ganhar alguma coisa, ficando de braços cruzados não se ganha nada. A LUTA É O CAMINHO.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O Cravo na Revolução

A flor que hoje e desde à 34 anos representa o símbolo da revolução portuguesa teve de ter uma origem. Os cravos vermelhos não apareceram assim do nada. Esta talvez seja a história mais divulgada além fronteiras e que muito poucos a conhecem cá em Portugal. História, verídica, teve a origem numa mulher, Celeste Caeiro. Anos mais tarde, a quando da minha adolescência conheci-a, quase no mesmo local onde ela á 34 anos atrás, sem o saber, protagonizou um acto que ficou para a historia de Portugal.
Celeste trabalhava num restaurante na Rua Braancamp. A casa fazia um ano nesse dia e os patrões queriam fazer uma festa. O gerente comprou flores para dar às senhoras, enquanto que aos cavalheiros se daria um porto. Chegado esse dia o patrão não abriu o restaurante explicando que estava a acontecer qualquer coisa e disse para levarem as flores.Então os empregados dirigiram-se ao armazém e viram molhos de cravos, havia vermelhos e brancos. Celeste ficou com os vermelhos. De regresso a casa, apanhou o metro para o Rossio e dirigiu-se ao Chiado. Deparou-se de imediato com os tanques. Ficou impressionada com aquele aparato todo. Segundo palavras dela e que ouvi ( ela deve ter contado esta história milhares de vezes ). Transcrevo aqui em entrevista dada ao Avante as suas palavras, assim conto na primeira pessoa a emoção que esta mulher sentiu.


« Quando vi aquilo... Bem, não há palavras. Sabia que alguma coisa se ia dar. E para bem, eu sentia que era alguma coisa para bem», diz.«Cheguei ao pé do tanque e perguntei o que é que se passava. E um soldado respondeu-me: "Nós vamos para o Carmo para deter o Marcelo Caetano. Isto é uma revolução!" "Então, e já estão aqui há muito tempo?", perguntei eu. "Estamos desde as duas ou três horas da manhã. A senhora não tem um cigarrinho?" "Não, eu não fumo. Se tivesse alguma coisa aberta, comprava-vos qualquer coisa para comer, mas está tudo fechado. O que eu tenho são estes cravos. Se quiser tome, um cravo oferece-se a qualquer pessoa." Ele aceitou e pôs o cravo no cano da espingarda. Depois dei a outro e a outro, até ao pé da Igreja dos Mártires. Foi lindo...»«Correu tudo muito bem», diz Celeste. «Tinha de correr, pois os cravos estavam nas espingardas e elas assim não podiam disparar...».
Poderia ter sido outra flor, outra cor até poderia não ter havido flor, mas houve. O cravo foi o símbolo da revolução na sua cVerificação ortográficaor vermelha.
E tinha de ser vermelho, o vermelho acompanha todos os momentos da evolução revolucionária da humanidade, desde as lutas dos servos na Idade Média à Revolução Russa, passando pela Comuna de Paris. A bandeira vermelha apareceu sempre como um símbolo dos explorados e da luta pelo futuro.
Amado por uns mas também odiado por outros o cravo vermelho passou desde esse dia a ser o símbolo de uma revolução, a nossa Revolução. Por isso neste dia 25 de Abril de 2008, muitos cravos vermelhos para todos, símbolo da Liberdade.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Com Abril, SEMPRE


Hoje um dia antes do 25 de Abril quero aqui recordar neste meu Blog que passaram 34 anos sobre a revolução dos cravos e do dia em que nos foi dada a Liberdade. Quero evocar aqui todos aqueles que durante mais de 48 anos de ditadura nunca se vergaram ao jugo desse regime que nos oprimiu e nos amarrou a uma ideologia fascista e repressora que fez com que muitos tombassem nessa luta pela liberdade. Muitos dos que inicialmente lutavam nem sabiam o que era a politica, nem tão pouco sabiam o que era ser comunista, mas nessa altura quem protestasse era considera um agitador e comunista.
Quero aqui destacar e homenagear os comunistas mortos, torturados e presos que souberam com a sua força e convicção dar uma esperança a muitos daqueles que queriam uma sociedade diferente, uma sociedade mais justa, mais fraterna e também a todos que não professando a ideologia comunista lutaram para que o Povo Português alcança-se essa Liberdade. Obrigado também aos gloriosos militares que souberam fazer uma revolução sem derramamento de sangue e muito em especial evocar aqui a memória de Salgueiro Maia.
Muitas das conquistas alcançadas nesse dia foram ao longo deste anos sendo retiradas pelos sucessivos governos. Mas no essencial a Constituição da Republica Portuguesa consagra ainda hoje muito daquilo porque os comunistas e muitos outros democratas lutaram, apesar de a tentarem sempre nas sucessivas revisões "apunhalar"
A luta não para. É preciso continuar não desistir, muita coisa ficou por fazer, muitas promessas ficaram por cumprir. Hoje quase que diria que é preciso um novo 25 de Abril, para dar novamente esperança ao povo da minha terra. Façamos com que os nossos políticos cumpram aquilo que tanto prometem. Acreditemos que a mudança pode ser possível . Nem todos são iguais. O meu partido sempre esteve e estará com Abril e citando o poeta " é por isso que o meu partido é melhor".
Viva o 25 de Abril.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Violência Domêstica- Um Flagelo em Portugal


A Violência Doméstica em Portugal é um flagelo tão grande como o cancro. Segundo as estatísticas referentes aos dados da PSP / GNR e da A.P.A.V. só no ano de 2007 foram registados quase 22.000 casos de agressões. Verifica-se um aumento relativo a 2006 , quando nesse mesmo ano tinha já havido um acréscimo de participações na ordem dos 30% relativas a 2005. Deste numero mais de 85% das vitimas são mulheres, contabilizando-se aqui um cada vez maior numero de agressões contra idosos. Por dia mais de 112 mulheres recorrem ás autoridades policiais denunciando casos de tortura e agressões por parte dos maridos, companheiros ou namorados. Muitas chegam mesmo a morrer.

Segundo o que li a A.P.A.V. diz que estes não serão os números reais, pecam por defeito. Muitas das mulheres que recorrem a esta associação não apresentam denuncia contra os infractores. Isto infelizmente faz de Portugal o país da UE com mais casos deste género. Continuamos á frente na estatística sempre pelo lado mais negativo. As autoridades policias pouco podem fazer contra estes infractores. Parece que voltamos ao antigamente em que a mulher era propriedade do seu senhor. Lembro que não foi á muito tempo atrás que a legislação portuguesa contemplava artigos destinados à subjugação da mulher por parte do homem. A mulher não tinha o direito ao divorcio, a mulher não tinha o direito de se ausentar do país sem uma autorização escrita pelo marido, a mulher não tinha o direito sobre os filhos, as mulheres que fossem professoras primárias ou enfermeiras não tinham o direito a casar, etc, etc, ... a mulher só tinha um dever o de procriar e tratar dos filhos e do marido. Muitas foram as que aguentaram tais situações quase de escravatura, porque a maioria delas não tinha a capacidade económica para se poder sustentar. Com o 25 de Abril a mulher Portuguesa ganhou um novo estatuto, uma certa igualdade para com o homem, pelo menos no papel. Infelizmente ao longo destes últimos anos nota-se que cada vez mais as mulheres são vitimas de abusos quer físicos quer sexuais por parte dos seus companheiros. O mais incrível é que as autoridades policias pouco ou nada conseguem fazer para colmatar tais situações. É verdade que já foi criada dentro destas forças policias pessoal especializado para lidar com estas situações, mas o que é certo é que os culpados quase nunca são punidos.

Penso ser de importância máxima continuar a denuncia destes casos e penso ser necessário mudança de legislação para proteger a vitima.
Uma sociedade que não cuida dos seus cidadãos não pode nunca evoluir e a nossa pelos vistos está a regredir.
Educar é necessário. Mas num país onde se fecham escolas e hospitais não acredito que este seja um problema que vá ter uma resolução breve.

A minha solidariedade para com todas aquelas que sofrem e dizer-lhes que vale a pena lutar e denunciar.
A vida é só uma, temos de lhe dar a oportunidade de ser vivida com dignidade.