quarta-feira, 30 de abril de 2008

1º de Maio na Alemeda



São mais do que muitas as razões para lutar. E neste 1º de Maio os trabalhadores Portugueses têm muitos motivos para dizerem na rua que estão descontentes. O custo de vida aumenta o Povo não aguenta. É preciso é urgente uma politica diferente. Não ao novo Pacote laboral.

Muitos são os motivos para que todos nós, tomando consciência de que a vida têm de ser vivida de uma forma plena, lutemos com a consciência de que é nosso dever tomar iniciativa e participar nestas manifestações. Tomar partido é o meu lema. Tomar partido contra as injustiças, contra a precariedade no emprego, contra os falsos recibos verdes, contra o aumento do custo de vida, contra uma falsa inflação que nos querem fazer crer que é baixa, contra o desemprego, etc etc,...
Tomar partido é dizer o que está mal, apontando soluções... Tomar partido é gritar e dizer BASTA.
BASTA dos aumentos da gasolina e do gasóleo. Estes 14 aumentos desde o principio do ano são uma farsa, com o euro a valer mais 50% do valor do Dólar, e sendo o barril do petróleo pago nesta moeda, como é que nós pagando em Dólares o barril do petróleo nos querem fazer crer que estamos a importar o petróleo mais caro ? Querem nos fazer de estúpidos ?
Basta fazer contas. Mas julgam que somos o Guterres que não as sabe fazer ? Roubar assim é descaramento e é um escândalo.
Por isso apelo a todos que tomem partido neste 1º de Maio e venham para a rua. Por todo o país vão haver concentrações e manifestações promovidas pela CGTP IN. Lutando pode-se ganhar alguma coisa, ficando de braços cruzados não se ganha nada. A LUTA É O CAMINHO.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O Cravo na Revolução

A flor que hoje e desde à 34 anos representa o símbolo da revolução portuguesa teve de ter uma origem. Os cravos vermelhos não apareceram assim do nada. Esta talvez seja a história mais divulgada além fronteiras e que muito poucos a conhecem cá em Portugal. História, verídica, teve a origem numa mulher, Celeste Caeiro. Anos mais tarde, a quando da minha adolescência conheci-a, quase no mesmo local onde ela á 34 anos atrás, sem o saber, protagonizou um acto que ficou para a historia de Portugal.
Celeste trabalhava num restaurante na Rua Braancamp. A casa fazia um ano nesse dia e os patrões queriam fazer uma festa. O gerente comprou flores para dar às senhoras, enquanto que aos cavalheiros se daria um porto. Chegado esse dia o patrão não abriu o restaurante explicando que estava a acontecer qualquer coisa e disse para levarem as flores.Então os empregados dirigiram-se ao armazém e viram molhos de cravos, havia vermelhos e brancos. Celeste ficou com os vermelhos. De regresso a casa, apanhou o metro para o Rossio e dirigiu-se ao Chiado. Deparou-se de imediato com os tanques. Ficou impressionada com aquele aparato todo. Segundo palavras dela e que ouvi ( ela deve ter contado esta história milhares de vezes ). Transcrevo aqui em entrevista dada ao Avante as suas palavras, assim conto na primeira pessoa a emoção que esta mulher sentiu.


« Quando vi aquilo... Bem, não há palavras. Sabia que alguma coisa se ia dar. E para bem, eu sentia que era alguma coisa para bem», diz.«Cheguei ao pé do tanque e perguntei o que é que se passava. E um soldado respondeu-me: "Nós vamos para o Carmo para deter o Marcelo Caetano. Isto é uma revolução!" "Então, e já estão aqui há muito tempo?", perguntei eu. "Estamos desde as duas ou três horas da manhã. A senhora não tem um cigarrinho?" "Não, eu não fumo. Se tivesse alguma coisa aberta, comprava-vos qualquer coisa para comer, mas está tudo fechado. O que eu tenho são estes cravos. Se quiser tome, um cravo oferece-se a qualquer pessoa." Ele aceitou e pôs o cravo no cano da espingarda. Depois dei a outro e a outro, até ao pé da Igreja dos Mártires. Foi lindo...»«Correu tudo muito bem», diz Celeste. «Tinha de correr, pois os cravos estavam nas espingardas e elas assim não podiam disparar...».
Poderia ter sido outra flor, outra cor até poderia não ter havido flor, mas houve. O cravo foi o símbolo da revolução na sua cVerificação ortográficaor vermelha.
E tinha de ser vermelho, o vermelho acompanha todos os momentos da evolução revolucionária da humanidade, desde as lutas dos servos na Idade Média à Revolução Russa, passando pela Comuna de Paris. A bandeira vermelha apareceu sempre como um símbolo dos explorados e da luta pelo futuro.
Amado por uns mas também odiado por outros o cravo vermelho passou desde esse dia a ser o símbolo de uma revolução, a nossa Revolução. Por isso neste dia 25 de Abril de 2008, muitos cravos vermelhos para todos, símbolo da Liberdade.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Com Abril, SEMPRE


Hoje um dia antes do 25 de Abril quero aqui recordar neste meu Blog que passaram 34 anos sobre a revolução dos cravos e do dia em que nos foi dada a Liberdade. Quero evocar aqui todos aqueles que durante mais de 48 anos de ditadura nunca se vergaram ao jugo desse regime que nos oprimiu e nos amarrou a uma ideologia fascista e repressora que fez com que muitos tombassem nessa luta pela liberdade. Muitos dos que inicialmente lutavam nem sabiam o que era a politica, nem tão pouco sabiam o que era ser comunista, mas nessa altura quem protestasse era considera um agitador e comunista.
Quero aqui destacar e homenagear os comunistas mortos, torturados e presos que souberam com a sua força e convicção dar uma esperança a muitos daqueles que queriam uma sociedade diferente, uma sociedade mais justa, mais fraterna e também a todos que não professando a ideologia comunista lutaram para que o Povo Português alcança-se essa Liberdade. Obrigado também aos gloriosos militares que souberam fazer uma revolução sem derramamento de sangue e muito em especial evocar aqui a memória de Salgueiro Maia.
Muitas das conquistas alcançadas nesse dia foram ao longo deste anos sendo retiradas pelos sucessivos governos. Mas no essencial a Constituição da Republica Portuguesa consagra ainda hoje muito daquilo porque os comunistas e muitos outros democratas lutaram, apesar de a tentarem sempre nas sucessivas revisões "apunhalar"
A luta não para. É preciso continuar não desistir, muita coisa ficou por fazer, muitas promessas ficaram por cumprir. Hoje quase que diria que é preciso um novo 25 de Abril, para dar novamente esperança ao povo da minha terra. Façamos com que os nossos políticos cumpram aquilo que tanto prometem. Acreditemos que a mudança pode ser possível . Nem todos são iguais. O meu partido sempre esteve e estará com Abril e citando o poeta " é por isso que o meu partido é melhor".
Viva o 25 de Abril.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Violência Domêstica- Um Flagelo em Portugal


A Violência Doméstica em Portugal é um flagelo tão grande como o cancro. Segundo as estatísticas referentes aos dados da PSP / GNR e da A.P.A.V. só no ano de 2007 foram registados quase 22.000 casos de agressões. Verifica-se um aumento relativo a 2006 , quando nesse mesmo ano tinha já havido um acréscimo de participações na ordem dos 30% relativas a 2005. Deste numero mais de 85% das vitimas são mulheres, contabilizando-se aqui um cada vez maior numero de agressões contra idosos. Por dia mais de 112 mulheres recorrem ás autoridades policiais denunciando casos de tortura e agressões por parte dos maridos, companheiros ou namorados. Muitas chegam mesmo a morrer.

Segundo o que li a A.P.A.V. diz que estes não serão os números reais, pecam por defeito. Muitas das mulheres que recorrem a esta associação não apresentam denuncia contra os infractores. Isto infelizmente faz de Portugal o país da UE com mais casos deste género. Continuamos á frente na estatística sempre pelo lado mais negativo. As autoridades policias pouco podem fazer contra estes infractores. Parece que voltamos ao antigamente em que a mulher era propriedade do seu senhor. Lembro que não foi á muito tempo atrás que a legislação portuguesa contemplava artigos destinados à subjugação da mulher por parte do homem. A mulher não tinha o direito ao divorcio, a mulher não tinha o direito de se ausentar do país sem uma autorização escrita pelo marido, a mulher não tinha o direito sobre os filhos, as mulheres que fossem professoras primárias ou enfermeiras não tinham o direito a casar, etc, etc, ... a mulher só tinha um dever o de procriar e tratar dos filhos e do marido. Muitas foram as que aguentaram tais situações quase de escravatura, porque a maioria delas não tinha a capacidade económica para se poder sustentar. Com o 25 de Abril a mulher Portuguesa ganhou um novo estatuto, uma certa igualdade para com o homem, pelo menos no papel. Infelizmente ao longo destes últimos anos nota-se que cada vez mais as mulheres são vitimas de abusos quer físicos quer sexuais por parte dos seus companheiros. O mais incrível é que as autoridades policias pouco ou nada conseguem fazer para colmatar tais situações. É verdade que já foi criada dentro destas forças policias pessoal especializado para lidar com estas situações, mas o que é certo é que os culpados quase nunca são punidos.

Penso ser de importância máxima continuar a denuncia destes casos e penso ser necessário mudança de legislação para proteger a vitima.
Uma sociedade que não cuida dos seus cidadãos não pode nunca evoluir e a nossa pelos vistos está a regredir.
Educar é necessário. Mas num país onde se fecham escolas e hospitais não acredito que este seja um problema que vá ter uma resolução breve.

A minha solidariedade para com todas aquelas que sofrem e dizer-lhes que vale a pena lutar e denunciar.
A vida é só uma, temos de lhe dar a oportunidade de ser vivida com dignidade.

Tratado de Lisboa Rectificado ás Cegas


Hoje dia da rectificação do Tratado de Lisboa pergunto-me qual foi a discussão publica e o esclarecimento feito por aqueles que hoje o vão assinar na Assembleia da Republica.

PS, PSD e CDS vão então rectificar um Tratado que esteve em discussão publica durante 24 dias e que ninguém soube onde se discutiu. Não me lembro que tenham sido feitas secções esclarecimentos por estes partidos, não me lembro de ter existido algum debate na televisão publica ou nas televisões privadas em que se procurasse esclarecer e informar o que era de facto este Tratado. Não me lembro onde foi anunciado onde se iriam realizar estas secções de esclarecimento.

No meio desta baralhada toda li ontem uma noticia que me fez rir. Tal como prometido pelo governo o debate publico foi feito. E sabem onde ? No Edifício Jean Monnet, numa sala não muito grande, em que cabiam cem pessoas, situado para os que não sabem na Rua do Salitre. Mas o insólito foi o numero de assistentes..., em média 4 por secção. Leram bem quatro pessoas por secção. Das duas uma, ou as pessoas numa maneira em geral não estão interessadas ou não tinham conhecimento desta iniciativa, vou mais pela ultima. Mas compreendo o porque do desconhecimento. O Povo têm de estar entretido com outros problemas, muita informação faria por certo levantar consciências, interrogações e por certo faria com que se levantassem vozes contra este tratado, por isso mesmo e para calar aqueles que diziam que esclarecimento não se fazia, fizeram então estas secções de esclarecimento quase que privadas. Ficamos então a saber que dos dez milhões de Portugueses pouco mais de 100 estarão verdadeiramente informados do teor do tratado. Mais uma vez a nossa classe politica passa um atestado de estupidez a todos nós, não informando, omitindo e querendo calar a verdade de factos que em muito poderão lesar a nossa Soberania Nacional, a nossa Independência.

Aqui deixo a nota informativa que saiu publicada no Centro de Informação Europeia Jean Monnet:

As "sessões de informação Jean Monnet sobre o Tratado de Lisboa" terão lugar entre 31 de Março e 24 de Abril de 2008 no Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal (GBEP) / Representação da Comissão Europeia em Portugal (RCEP).
Enquadramento
O Tratado de Lisboa encontra-se actualmente em fase de ratificação pelos Estados-Membros, após ter sido assinado no Mosteiros dos Jerónimos a 13 de Dezembro de 2008 pelos Chefes de Estado e de Governo.Portugal optou pela ratificação parlamentar com a aprovação, por parte do Governo, da resolução sobre o Tratado de Lisboa para ratificação no Parlamento no dia 17 de Janeiro de 2008 (Comunicado do Conselho de Ministros de 17 de Janeiro de 2008).
Objectivo
Informar o cidadão sobre o Tratado de Lisboa e a proposta da ratificação deste por via parlamentar
Organização
Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal (GBEP)
Representação da Comissão Europeia em Portugal (RCEP)
Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD)
Oradores
Estas sessões de informação serão orientadas por responsáveis e formadores das três entidades
Destinatários
Todos os cidadãos interessados
Participação
Entrada gratuita mediante inscrição
Horário das sessões
2ª a 6ª feira, das 18h30 às 19h30
Saiba mais...
Contactos:
Edifício Jean Monnet
Gabinete do Parlamento Europeu / Representação da Comissão Europeia
Tel.: +351 213 504 975


P.S. Ainda estão a tempo de ir, as secções só terminam amanhã e por certo ainda haverá inscrições, lol lol lol lol

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Mona Lisa" Portuguesa


O quadro do pintor italiano Leonardo da Vince será talvez o retrato mais famoso na história da arte. Pode-se dizer até que será mesmo o mais famoso do mundo. Mona Lisa (também conhecida como La Gioconda ou, em francês, La Joconde, ou ainda Mona Lisa del Giocondo), apresenta uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímido, o seu sorriso é sem duvida sedutor. Representa sem duvida uma mulher da época, grande no porte, feminina sem o ser em demasia. Muitos são aqueles que defendem que o retrato não será mais que uma auto reprodução do pintor e que aquela mulher nunca existiu mesmo como mulher.

Bem Mona Lisa poderá nunca ter existido, mas esta que aqui está representada no retrato existe mesmo. Não têm de facto a sensualidade da Gioconda, nem tão pouco o mesmo porte majestoso do original, nem tão pouco aquela expressão romântica. Esta de quem se fala nunca sorri. Mulher de poucas palavras foi considerada a Thatcher Portuguesa, pelas suas medidas anti populares e inflexíveis a quando da sua passagem pela pasta da Educação e das Finanças no tempo de Cavaco. Conselheira de Estado, por indicação do Presidente da Republica, depois de se indispor com Pedro Santana Lopes saiu da vida activa do partido, sem contudo nunca ter deixado de ir dando umas "alfinetadas" nos vários lideres que por lá foram passando.

Quanto ás posições politicas actuais é de notar, e como já tenho referido, que nada de novo têm a acrescentar ao que já existe. Veja-se as varias entrevistas que Ferreira Leite têm vindo a dar ao longo destes 3 anos de governação Socrática. Sempre concordando quer com a diminuição do poder do estado na sociedade portuguesa, desligando-se este do cumprimento das suas funções, assim como de todas aquelas medidas que foram criadas para o tal emagrecimento do estado, como o fecho de maternidades, serviços de saúde, escolas, etc.
Penso que o povo está farto de mais do mesmo. Esta classe politica está caduca e verdadeiramente desligada dos problemas reais da população.
Não tanto como o retrato, Manuela Ferreira Leite será, caso chegue a líder do PSD a cópia de um Sócrates mais austero e mais arrogante que nada de novo terá a acrescentar á pobreza de ideias existente neste dois partidos ditos de governo.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A alternativa do PSD


Está ao rubro a guerra pela liderança no PSD. Depois da renuncia de Luís Filipe Menezes na passada semana, começam agora a surgir alguns candidatos para ocupar o respectivo lugar. Menezes nestes seis meses não conseguiu de facto unir em torno de si o partido. Já diz o povo " casa onde não há pão, todos ralham e ninguém têm razão", e este ditado é bem verdade. É um facto que o PSD pouco ou nada tem feito para liderar a oposição. Essa liderança está, como se tem vindo a verificar, a ser feita à esquerda do PS.
Mas analisando bem, seja qual for o líder eleito, será muito difícil a este PSD fazer oposição a um governo e a um partido que lhe tomou o seu espaço politico. O PS é hoje dentro do espectro politico português um partido com um estatuto de esquerda e que faz no concreto uma politica governativa de direita. As politicas impostas são claramente as mesmas que o PSD faria se lá estivesse, com uma agravante é que o PSD não iria tão longe como o PS o foi. Nunca como agora o poder económico esteve tão bem. A crise que de facto existiu e pelos vistos continua a persistir foi e continua a ser paga pelos mesmo, os que trabalham por conta de outrem e pelas pequenas e médias empresas.
Pergunto, o que faria o PSD de diferente se fosse ele a governar ???
Por tudo isto será muito difícil fazer oposição a este PS. Seja qual for o novo líder do PSD, e candidatos já os há com fartura, as propostas serão sempre muito fracas e não passarão de um fait divers para enganar o povinho, fingindo que com eles seriam diferente.
Mas numa coisa o Menezes têm razão, aqueles que ao longo destes seis meses, nada fizeram para em conjunto com ele, tentar arranjar alternativa, agora deveriam aparecer e candidatar-se. É que não é só mandar postas de pescada para o ar, é preciso concretizar as criticas e chegarem-se á frente. Ao Professor/Comentador, á Sinistra que já foi das finanças e a outros que tais, não basta andarem sempre a minar o partido, se de facto fariam melhor então que se candidatem. É preciso uma oposição de direita, mas compreendo bem que é muito difícil fazer-se essa oposição quando é há direita que se está governando. Assim o povo fica baralhado.
Este PS não é mais que um "lobo numa capa de cordeiro". Só vejo mesmo uma solução, se o PS ocupou o espaço que dantes era do PSD, então ao PSD só resta fazer o papel que o PS deveria fazer e transformar-se ele mesmo num partido de esquerda, porque de direita já nós estamos servidos.