terça-feira, 22 de abril de 2008

"Mona Lisa" Portuguesa


O quadro do pintor italiano Leonardo da Vince será talvez o retrato mais famoso na história da arte. Pode-se dizer até que será mesmo o mais famoso do mundo. Mona Lisa (também conhecida como La Gioconda ou, em francês, La Joconde, ou ainda Mona Lisa del Giocondo), apresenta uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímido, o seu sorriso é sem duvida sedutor. Representa sem duvida uma mulher da época, grande no porte, feminina sem o ser em demasia. Muitos são aqueles que defendem que o retrato não será mais que uma auto reprodução do pintor e que aquela mulher nunca existiu mesmo como mulher.

Bem Mona Lisa poderá nunca ter existido, mas esta que aqui está representada no retrato existe mesmo. Não têm de facto a sensualidade da Gioconda, nem tão pouco o mesmo porte majestoso do original, nem tão pouco aquela expressão romântica. Esta de quem se fala nunca sorri. Mulher de poucas palavras foi considerada a Thatcher Portuguesa, pelas suas medidas anti populares e inflexíveis a quando da sua passagem pela pasta da Educação e das Finanças no tempo de Cavaco. Conselheira de Estado, por indicação do Presidente da Republica, depois de se indispor com Pedro Santana Lopes saiu da vida activa do partido, sem contudo nunca ter deixado de ir dando umas "alfinetadas" nos vários lideres que por lá foram passando.

Quanto ás posições politicas actuais é de notar, e como já tenho referido, que nada de novo têm a acrescentar ao que já existe. Veja-se as varias entrevistas que Ferreira Leite têm vindo a dar ao longo destes 3 anos de governação Socrática. Sempre concordando quer com a diminuição do poder do estado na sociedade portuguesa, desligando-se este do cumprimento das suas funções, assim como de todas aquelas medidas que foram criadas para o tal emagrecimento do estado, como o fecho de maternidades, serviços de saúde, escolas, etc.
Penso que o povo está farto de mais do mesmo. Esta classe politica está caduca e verdadeiramente desligada dos problemas reais da população.
Não tanto como o retrato, Manuela Ferreira Leite será, caso chegue a líder do PSD a cópia de um Sócrates mais austero e mais arrogante que nada de novo terá a acrescentar á pobreza de ideias existente neste dois partidos ditos de governo.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A alternativa do PSD


Está ao rubro a guerra pela liderança no PSD. Depois da renuncia de Luís Filipe Menezes na passada semana, começam agora a surgir alguns candidatos para ocupar o respectivo lugar. Menezes nestes seis meses não conseguiu de facto unir em torno de si o partido. Já diz o povo " casa onde não há pão, todos ralham e ninguém têm razão", e este ditado é bem verdade. É um facto que o PSD pouco ou nada tem feito para liderar a oposição. Essa liderança está, como se tem vindo a verificar, a ser feita à esquerda do PS.
Mas analisando bem, seja qual for o líder eleito, será muito difícil a este PSD fazer oposição a um governo e a um partido que lhe tomou o seu espaço politico. O PS é hoje dentro do espectro politico português um partido com um estatuto de esquerda e que faz no concreto uma politica governativa de direita. As politicas impostas são claramente as mesmas que o PSD faria se lá estivesse, com uma agravante é que o PSD não iria tão longe como o PS o foi. Nunca como agora o poder económico esteve tão bem. A crise que de facto existiu e pelos vistos continua a persistir foi e continua a ser paga pelos mesmo, os que trabalham por conta de outrem e pelas pequenas e médias empresas.
Pergunto, o que faria o PSD de diferente se fosse ele a governar ???
Por tudo isto será muito difícil fazer oposição a este PS. Seja qual for o novo líder do PSD, e candidatos já os há com fartura, as propostas serão sempre muito fracas e não passarão de um fait divers para enganar o povinho, fingindo que com eles seriam diferente.
Mas numa coisa o Menezes têm razão, aqueles que ao longo destes seis meses, nada fizeram para em conjunto com ele, tentar arranjar alternativa, agora deveriam aparecer e candidatar-se. É que não é só mandar postas de pescada para o ar, é preciso concretizar as criticas e chegarem-se á frente. Ao Professor/Comentador, á Sinistra que já foi das finanças e a outros que tais, não basta andarem sempre a minar o partido, se de facto fariam melhor então que se candidatem. É preciso uma oposição de direita, mas compreendo bem que é muito difícil fazer-se essa oposição quando é há direita que se está governando. Assim o povo fica baralhado.
Este PS não é mais que um "lobo numa capa de cordeiro". Só vejo mesmo uma solução, se o PS ocupou o espaço que dantes era do PSD, então ao PSD só resta fazer o papel que o PS deveria fazer e transformar-se ele mesmo num partido de esquerda, porque de direita já nós estamos servidos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Festival Indie Lisboa 2008


Vai já na sua 5º Edição este Festival de cinema e que aos poucos se vai tornando uma referencia no panorama nacional e internacional. Diferente, inovador vai decorrer de 24 de Abril a 5 de Maio no Maria Matos, Fórum Lisboa e cinemas Londres e São Jorge. O Indie 2008 vai mostrar 238 filmes de 40 países, o que demonstra a sua diversidade cultural. Este ano, os Heróis Independentes com direito a homenagem e retrospectivas são o realizador de Hong Kong Johnnie To, mestre da acção, policial e comédia; o espanhol José Luis Guerin, autor de En Construcción, Comboio de Sombras ou En la Ciudad de Sylvia, que competiu em Veneza 2007; e o Novo Cinema Romeno, pela sua crescente projecção internacional, que culminou com a Palma de Ouro no Festival de Cannes para 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, de Cristian Mungiu. O Indie 2008 abre com a antestreia de My Blueberry Nights, de Wong Kar Wai, que inaugurou o Festival de Cannes do ano passado. A presença portuguesa totaliza 27 títulos, incluindo documentários como Álvaro Lapa: a Literatura, de Jorge Silva Melo. Além da Competição Nacional (longas e curta-metragens), continuam as habituais secções IndieMusic, Observatório, Laboratório e IndieJúnior, e as actividades paralelas (Lisbon Screenings, Lisbon Talks), painéis e mesas-redondas. Em 2007, o IndieLisboa teve 35 500 espectadores, mais 7500 segundo a organização do que no ano anterior, este ano espera-se muito mais. Eu lá estarei e convido todos a estarem presentes.

C.M. Lisboa cobra Taxas


Existem dezenas de colectividades no concelho de Lisboa. São elas que muita das vezes dão vida aos bairros típicos desta cidade, levando alguma animação, desporto e cultura a uma boa parte dos seus habitantes. São as colectividades muitas das vezes que substituem as autoridades competentes, neste caso a C.M.L. na resolução de certas lacunas existentes nestes bairros. São elas que promovem o desporto entre as crianças entre os mais velhos, etc.
Então não é que a C.M.L. lhes exige o pagamento de milhares de euros de taxa de ruído sobre a realização de arraiais e outros eventos populares em 2002 e 2003, inseridos nas Festas de Lisboa.
Isto é vergonhoso, porque a Câmara vem agora cobrar essas taxas às colectividades, que organizam iniciativas para apoiar crianças, idosos e pessoas necessitadas, mas dá isenção ao Rock In Rio e ao Rally Lisboa Dakar, que tem fins lucrativos. Caso muitas destas colectividades paguem estas taxas no valor de milhares de euros, irão á falência e serão obrigadas a fechar as portas. Perde-se assim um património histórico desta nossa cidade. Mais uma vez se comprova que para os grandes eventos efectuados na cidade e patrocinados pelos grandes tudo se dá, aos pequenos que são aqueles que todos os dias estão muita das vezes a resolver problemas que deveriam ser as autoridades a selar pelos mesmos, têm de pagar taxas. Grande justiça essa.
Não vejo o representante do BE levantar a voz contra esta injustiça. Agora que está em coligação com o PS esqueceu-se por certo daquilo que defendia em campanha. O mais grave é que vota a favor destas medidas.
Como é que eles querem que o povo acreditem neles.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Tachos e Compadrio Continuam ...


Jorge Coelho vai assumir no final do mês funções na área executiva do maior grupo empresarial português, fazendo-o logo na presidência executiva da Mota-Engil. O Ex Ministro das Obras Públicas do PS não quer ficar a trás do também Ex Ministro das Obras Públicas do PSD, Ferreira do Amaral, que é o Administrador da Luso Ponte. Numa altura em que o país se prepara para começar a entrar em estaleiro, veja-se os projectos megalómanos que por ai vêm, TGV, Aeroporto, Nova Ponte sobre o Tejo, Barragens, Concessões Rodoviárias, etc, nada como ter um "Coelhone" na cartola para dar uma ajuda no desenvolvimento "Nacional". Mas há mais..., nesta nova reestruturação da Mota-Engil a chefia da comissão executiva vai ser entregue a um homem que já teve responsabilidades governativas na área (foi ministro do Equipamento Social, tendo sido seu secretário de Estado das Obras Públicas Luís Parreirão, um dos actuais administradores da empresa). Como podemos ver o cerco está bem montado.
Nada tenho contra que um ex-ministro assuma funções numa empresa privada, desde que seja competente para desempenhar a função para a qual é designado. O problema aqui, e que subsiste na sociedade portuguesa é o tacho e o compadrio. Este senhor não tem qualquer passado relevante como administrador e agora vai ser presidente do maior grupo de Construção Civil em Portugal, numa altura como já referi anteriormente com tantos projectos novos para a área da construção, isto será no mínimo estranho.
Todos sabemos que este senhor foi ou é ainda dirigente do PS (apesar de ter colocado já os seus lugares á disposição), melhor dizendo ele manda no PS, quer esteja lá dentro, quer esteja cá fora.
No meu ponto de vista já não deve ser preciso abrir concursos para nenhuma dessas obras porque elas serão, de certeza, adjudicadas à Mota-Engil.
É este regime de compadrio, que este senhor tão veementemente condenava na 'Quadratura do Círculo', que continua a impedir o desenvolvimento deste país.
É vergonhoso que pessoas que tenham tido responsabilidades governativas e que têm como sabemos uma certa influência junto de órgãos deliberativos, possam assim exercer cargos que serão vantajosos para as empresas que os contratam e para eles próprios.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Parabéns Futebol Clube do Porto


Depois do ultimo posts em que fiz a comparação entre as várias variantes do numero "6" queria, e para terminar esta parte futebolística, dar os parabéns á minha equipa, o FCP, por mais um campeonato ganho.
Merecida vitória, não sei se por mérito próprio se por desmérito dos adversários, mas o que é certo é que o Porto está em vias de se tornar o clube português com mais campeonatos ganhos, ultrapassando assim o seu principal "rival". Tenho a certeza de que o FCP actualmente ultrapassou as suas fronteiras, passou de um clube regional, que o foi durante muitos anos, para um clube á escala nacional e internacional, e só não o é mais, por culpa deste confronto permanente que certos dirigentes de futebol fazem, exacerbando certos acontecimentos que há escala do futebol são normais, em actos de afrontamento a uma Região. Claro que estou a falar de Jorge Nuno Pinto da Costa, mas não só. Bem sei que se o FCP chegou onde chegou foi sem duvida mérito dele. Também entendo que para que tivesse a mobilização de toda uma Região, em determinada altura, ele (JNPC) se visse obrigado a empolar certos "confrontos" mais ou menos inflamados, para tornar o F.C.Porto num clube ganhador. Mas ao fim de tantos anos penso que esse discurso está ultrapassado e gasto. As ultimas declarações de JNPC foram ridículas, no meu ponto de vista e não fazem o mínimo sentido. Tal como disse o FCP é neste momento um clube a nível Nacional como se vê através das diferentes sedes que vão abrindo pelo pais fora com grande destaque para o Alentejo e Algarve e pelo resto do mundo onde existem emigrantes. Será, e não tenho a menor duvida, o clube Português que mais adeptos têm vindo a angariar nestes últimos anos. Mas penso que seria ainda maior este meu clube se o seu presidente deixasse esse seu regionalismo de lado. O FCP cresceu tanto que ultrapassou as fronteiras de uma região.
Não pode o Sr. JNPC continuar a alimentar esta " guerra " entre o Norte e o Sul quando não existem razões para tal, o FCP não pode servir de arma de arremesso contra certos interesses instalados.

Ao FCP instituição, os meus parabéns e votos de êxitos futuros, são as expectativas de um adepto de Lisboa.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

"Seis" é aquele numero


Mais uma vez. e parece estar a tornar-se um hábito, o Futebol Clube do Porto sagrou-se a cinco jornadas do fim do Campeonato, Campeão Nacional de Futebol do ano de 2007/2008. Os festejos tiveram lugar no estádio do Dragão contra o Estrela da Amadora e depois transbordaram para aquela imensa avenida, que se transformou num oceano de azul. Marcaram-se 6 golos, todos do FCP. O Porto foi de facto arrasador.
Por acaso, e só mesmo por um acaso, este numero, o "6" vai ser, segundo dizem os entendidos, muito falado, pois será o numero de pontos que querem tirar ao FCP, porque segundo a nota de culpa o Porto terá falseado um resultado de um jogo de uma época já passada.
Sempre fui pela verdade desportivo e acho que se existir prova dos factos descritos com verdadeiro fundamento, quem os praticou deverá ser punido. A lei é sempre para se cumprir, seja o interveniente que for. Esta história do apito dourado tem fundamento, no meu ponto de vista,claro está. Num país onde a verdade desportiva é muito duvidosa não acho correcto tentar-se arranjar bodes expiatórios para o mal dos outros. Como disse caso se prove (e a instituição FCP deverá sempre fazer valer os seus direitos de defesa), mas caso se prove, deve o FCP ser punido pelos actos ilícitos praticados. Mas e os outros Grandes. Sei que com o mal dos outros podemos nós bem, mas indigna-me esta verdade desportiva não ser para todos de igual forma. Não vamos fingir e esquecer o que se passou antes do 25 Abril. Sabemos bem que o SLB foi o clube do regime, veja-se os campeonatos que ganhou seguidos. O regime fez deste clube o seu protector, enquanto o Benfica ganhava o povinho andava calado. Este foi um facto e uma realidade. Alternava de uns tantos em tantos anos com o SCP, para ir calando alguns, mas o povo estava contente pois o Benfica ganhava tudo, quer fosse por mérito próprio ou não. Mas ainda há muito pouco tempo atrás com certeza que se devem lembrar do escândalo que foi com o Estoril, um clube satélite do Benfica. Então e contra esses não se faz nada??? Será que o Porto está a incomodar assim tanta gente ???
Pois, é que de facto o Benfica já não ganha á muito tempo... e isso começa a ser perigoso o povo começa a não andar distraído o suficiente e os problemas que se poderiam esconder ficam mais á vista. Não é fácil calar "6 milhões de Portugueses".
De facto o "6" é aquele numero.