quinta-feira, 3 de abril de 2008

Semana de protesto no Porto


Não é só nos órgãos de informação que tentam calar a voz dos comunistas. O Sr. Rui Rio Presidente da C.M. do Porto, destacado dirigente do PSD, exercendo do autoritarismo que o caracteriza, manda sistematicamente retirar toda a propaganda politica do PCP colocada pela cidade ( nos locais onde esta é permitida). Só que perante os protestos constantes feitos pelo partido a Comissão Nacional de Eleições veio dar razão ao PCP e esta semana foi reposta a legalidade, recolocando toda a propaganda politica retirada abusivamente pela Câmara Municipal. Termina então amanhã uma semana de protestos organizados pelo Partido na cidade do Porto. Esta série de iniciativas, contra os sistemáticos ataques às liberdades por parte da maioria PSD/CDS-PP, pelo respeito da Constituição da República e em defesa da liberdade de expressão, foi lançada segunda-feira, na Avenida dos Aliados, e incluiu a circulação, durante toda a semana, de uma carrinha móvel sonora, decorada sob o tema «Rui Rio não cala o PCP», na área envolvente dos Paços do Concelho.Em cada dia, ocorrem outras acções: interpelações do Presidente de Câmara, pelos eleitos da CDU, nas reuniões da Assembleia Municipal e da Câmara; apresentação de queixas à Comissão Nacional de Eleições e ao Tribunal Administrativo.

Existe um regulamento aprovado em A..M. com os votos do PSD, CDS e PS em que é proibida a afixação de propaganda politica ou de outro tipo em determinadas zonas da cidade. O PCP apesar de não concordar respeitou. Mas o mesmo não aconteceu com o partido de Rui Rio e Luís Filipe Menezes que manteve durante várias semanas um outdoor, colocado em plena Rotunda do Freixo, sem que tivesse havido qualquer intervenção por parte da Câmara. Por outro lado, na baixa, na Boavista, no Campo 24 de Agosto, no Hospital S. João, entre muitos outros locais de onde o PCP viu a sua propaganda ser retirada, abundam as estruturas de publicidade comercial e até da própria Câmara Municipal.

A Comissão Nacional de Eleições considerou, em mais do que um parecer, que o Regulamento Municipal sobre Propaganda Política «infringe, tal como se encontra formulado, e nos termos expostos, dispositivos constitucionais e legais em matéria de liberdade de propaganda», na medida em que «a afixação de mensagens de propaganda em lugares ou espaços públicos, seja qual for o meio utilizado, é livre, no sentido de não depender de obtenção de licença camarária», e que «o exercício da liberdade de propaganda não tem de confinar-se aos espaços e lugares públicos disponibilizados pela Câmara Municipal» e não pode «ser objecto de regulamentação pela Câmara Municipal do Porto, que não tem competência nessa matéria, competindo a mesma à Assembleia da República».

Como podemos todos constatar a ilegalidade é constante. O mais engraçado é que destas coisas não falam eles. Venham-me cá falar de falta de democracia no Tibete, não é preciso ir tão longe ela existe mesmo aqui, debaixo dos nossos olhos.

"Só vai dar PCP"


Não é a primeira vez que me indigno contra a nossa Comunicação Social. É um facto de que ela não usa o mesmo critério de isenção na informação, em relação ás várias forças politicas e mais concretamente no que diz respeito ao PCP. Veio agora a publico a Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), no seu relatório anual sobre exactamente o tema "Pluralismo", dar razão ás minhas criticas. Falo concretamente no programa semanal emitido na RTP, " Prós e Contras" em que este relatório reconhece a discriminação de que o PCP é alvo. A ERC constatou que, num total de oito edições do programa em que intervieram membros do Governo e de partidos políticos, durante os últimos quatro meses de 2007, o Governo e o PS foram representados por 62, 5 por cento do total de convidados. Seguidos pelos PSD (18,8), o CDS-PP (12,5) e o BE (6,3). «Não se identificaram presenças de actores do PCP e do Partido Ecologista “Os Verdes”», cita o referido relatório. A ERC confirmou também a existência de um «desequilíbrio na expressão das diferentes forças e sensibilidades político-partidárias» nos programas de comentário da RTP, protagonizados por apenas dois protagonistas, um ligado ao PSD outro ao PS. A ERC confirma ainda que esta solução «não contempla uma expressão plural do campo político, antes contribuindo para acentuar a expressão bipolar do sistema político-partidário». Para quem quiser consultar este relatório ele está disponível em www.erc.pt.

Mas o mais engraçado foi depois deste relatório ter vindo a publico um deputado do PSD ter vindo exigir uma maior equidade quanto aos critérios de informação relativamente ao seu partido. Quando um deputado do PCP o inquiriu de que esta é uma prática comum quer exercida pelo PS quer pelo PSD quando são governo, o deputado da direita disse e estou a citar " era o que faltava o PCP querer ser de 1º Classe quando joga na 4ª classe" e que "cada um dos partidos deveria ter o tempo de antena consoante a sua representação parlamentar". Por esta ordem de ideias então a RTP vai ter de emitir muita informação relativa ao PCP quer as propostas quer as iniciativas que este desenvolveu nos últimos anos, é que como essa proporcionalidade de tempo nunca se fez e para que as coisas sejam assim justas vamos ter por certo muitas emissões de antena em que só ouviremos falar do PCP.
Venha pelo menos essa proporcionalidade.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Só apetece mesmo virar-lhes o ...


Aí estão elas. O governo não se conteve e começou a apregoar as tão "esperadas" medidas eleitoralistas. Esta descida do IVA em 1% pouco afectará os Portugueses, depois da subida progressiva do mesmo (a ultima como nos recordamos foi de 19% para 21%). É de notar que os bens de primeira necessidade são taxados a 5% e a 12%, logo os consumidos vão notar muito pouco este abaixamento.

O governo baixou um imposto que afecta todos, sejam eles ricos ou pobres, não mexeu por exemplo no IRC das empresas, nas maiores claro está, nem nas mais valias fiscais. Os paraísos fiscais das grandes instituições bancarias continuam e o que se nota é que apesar da crise, que está pelos vistos para durar, nem todos são atingidos da mesma maneira. Os ricos continuam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Chama-se a isto: a Justiça Económica.Também é de notar que esta esta baixa do imposto só entra em vigor em Junho de 2008, mais próximo do ano das eleições.

O PS não foge ao eleitoralismo de sempre, tenta comprar com medidas avulso o esquecimento do mal que têm feito ao País. Prevejo que mais medidas deste género venham por aí. O défice está controlado. Mas á custa de quem??? Não foram os Grandes que apertaram o cinto, fomos todos nós trabalhadores por conta de outrem e as pequenas e médias empresas que pagamos a factura. E pelos vistos vamos continuar pagando. Mas temos um grave problema, é que o cinto já não têm mais furos para se poder apertar.

O que me apraz dizer é que tenho muita pena que todos os anos não sejam anos de eleições, pois só assim os governos se lembrariam que precisam do Zé Povinho.
Será que o Zê é assim tão parvo e caí ainda nestas esparrelas ??? Está na hora de lhes virarmos o Cú.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Carta Aberta


Já passou algum tempo depois das declarações de Augusto Santos Silva de teor muito pouco abonatório para o mesmo, sobre os comunistas portugueses e a sua luta anti fascista, fazendo referencias até ao próprio Álvaro Cunhal, questionando a sua luta pela liberdade do seu povo. Deixo aqui uma carta aberta escrita por um homem que como podem ler têm razões de sobra para ficar indignado com aquelas declarações.
Este ministro é de facto sinistro e acho que o posso insultar mesmo:
É estúpido. É palhaço.


Carta Aberta ao Senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares
Exmº Senhor Ministro Augusto Santos Silva,
Venho por este meio informá-lo que me sinto insultado pelas suas afirmações proferidas ontem à noite, em Chaves e dadas hoje à estampa na comunicação social escrita. Foi o comunista do meu pai, Sérgio Vilarigues, que esteve preso 7 anos (dos 19 aos 26) no Aljube, em Peniche, em Angra e no campo de concentração do Tarrafal para onde foi enviado já com a pena terminada. Que foi libertado por «amnistia» em 1940, quatro anos depois de ter terminado a pena. Que passou 32 anos na clandestinidade no interior do país, o que constitui um recorde europeu. Não foi ao seu pai, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a comunista da minha mãe, Maria Alda Nogueira, que, estando literalmente de malas feitas para ir trabalhar em França com a equipa de Irène Joliot-Curie, pegou nas mesmas malas e passou à clandestinidade em 1949. Que presa em 1958 passou 9 anos e 2 meses nos calabouços fascistas. Que durante todo esse período o único contacto físico próximo que teve com o filho (dos 5 aos 15 anos) foi de 3 horas por ano (!!!). Que, sublinhe-se, foi condecorada pelo Presidente da República Mário Soares com a Ordem da Liberdade em 1988. Não foi à sua mãe, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a mãe das minhas filhas, Lígia Calapez Gomes, quem, em 1965, com 18 anos, foi a primeira jovem legal, menor (na altura a maioridade era aos 21anos), a ser condenada a prisão maior por motivos políticos - 3 anos em Caxias. Não foi à sua esposa, e ainda bem, que tal sucedeu. Foi a minha filha mais velha, Sofia Gomes Vilarigues, quem até aos 2 anos e meio não soube nem o nome, nem a profissão dos pais, na clandestinidade de 1971 a 1974. Não foi à sua filha, e ainda bem, que tal sucedeu.
Fui eu, António Vilarigues, quem aos 17 anos, em Junho de 1971, passou à clandestinidade. Não foi a si, e ainda bem, que tal sucedeu. Foi o caso do primeiro Comité Central do Partido Comunista Português eleito depois do 25 de Abril de 1974. Dos 36 membros efectivos e suplentes eleitos no VII Congresso (Extraordinário) do PCP em 20 de Outubro de 1974, apenas 4 não tinham estado presos nas masmorras fascistas.
Dois tinham mais de 21 anos de prisão. Com mais de 10 anos de prisão eram 15, entre eles Álvaro Cunhal (13 anos). São casos entre milhares de outros (Haja Memória) presos, torturados e até assassinados pelo fascismo.Para que houvesse paz, democracia e liberdade no nosso país. Para que o senhor ministro pudesse insultar em liberdade. Falta-lhe a verticalidade destes homens e mulheres. Por isso sei que não se retratará, nem muito menos pedirá desculpas. As atitudes ficam com quem as praticam.
Penalva do Castelo, 8 de Março de 2008.
António Nogueira de Matos Vilarigues

A Questão Tibetana


Todos nós sabemos que a China é um território grandioso. Existe um cem numero de raças, de dialectos de culturas todas elas muito diferentes uma das outras. Centralizando-me na questão Tibetana, que refiro desde já nunca foi um estado independente, há que dizer que este sempre fez parte integrante da China, apesar de ter um estatuto de autonomia. Precisaríamos de recuar até á poucos anos, mais concretamente á data da "ocupação" do mesmo, para compreender como vivia o povo no Tibete e de como era exercido o poder nesta região da China. É de notar tal como disse que o Tibete nunca foi um estado independente, nem reconhecido pela comunidade Internacional como tal. Vêm isto a propósito das manifestações contra a China pela ocupação do Tibete. Precisamos saber bem a história toda e não enganar, dizer só meias verdades que fazem com que muita gente não conheça a verdade. O próprio Dalai Lama diz que a independência do Tibete para ele está fora de questão, porque ele sabe que aquele território sempre fez parte integrante da China.

Essa é uma questão, o da independência e a formação de um novo estado. Outra questão é se há ou não há liberdade religiosa, porque penso que é disto que se trata, no Tibete, respeitando as suas tradições e a sua cultura como uma região diferente, como tantas outras existentes na China. Isso no meu ponto de vista não há. Assim como não considero que a sociedade Chinesa viva sob um regime dito de comunista. Cada vez mais e ao longo destes muitos anos, a sociedade Chinesa enveredou por uma economia de mercado , deixando todas as grandes empresas dos EUA e do mundo capitalista entrarem no país, fazendo aquilo que nós sabemos ser uma verdadeira exploração do trabalho, coisa que nos países ocidentais fazem mas com a oposição de muitos trabalhadores, coisa que lá na China não existe, essa oposição.

A questão dos direitos humanos, para mim essencial num mundo livre de exploração é uma das coisas que condeno, quando não respeitados, seja em que país for. O homem deve ser livre de pensamento, poder escolher, poder saber, poder conhecer, abrir horizontes e nunca explorar outro homem, estes são alguns dos princípios de Marx e de Lenine e são alguns dos princípios do comunismo. Quando se cai na tentação de fazer valer outros interesses que não estes, não se poderá viver numa sociedade justa. Penso que a China não será neste momento um bom exemplo do que é o Comunismo. Repare-se que nem os EUA nem a E.U. fazem referencia a esta exploração vivida pelo povo Chinês por parte, quer das grandes multinacionais ai implantadas quer mesmo da conivência do próprio governo Chinês. Isto para mim só têm uma explicação, o interesse dos poderosos é superior ao interesse do direito á liberdade de um povo.

quinta-feira, 20 de março de 2008

EUA Chamam Sucesso ao Genocídio


Passaram cinco anos sobre a invasão do Iraque pelas tropas dos EUA e seus aliados. O sucesso desta operação foi aclamado pelo Sr. Buch como sendo um acto libertador. Chamam sucesso a um genocídio. Os números não enganam, mais de um milhão de mortos iraquianos, mais de cinco milhões de refugiados. Os Iraquianos estão a pagar com o seu próprio sangue esta liberdade que lhes foi prometida. Todos sabemos que esta invasão não teve como fundamento as tais armas de destruição maciça que os Sr. Buch dizia existirem. Hoje é publico e sem desmentido que essas armas foram o argumento usado para esta acção bélica e que na realidade elas nunca existiram. O poder económico subjugou um povo. O poder dos petro-dólares foi imposto pelos grandes. É disso que se trata. Mas não são só os iraquianos que sofrem. Dos mais de 150.000 soldados que se encontram ainda no Iraque, contabiliza-se mais de 4000 soldados mortos durante estes 5 anos. Muitas famílias americanas ficaram destroçadas.
Esta é uma guerra injusta que não trouxe de maneira nenhuma mais condições de vida para o povo Iraquiano, segundo dados da Amnistia Internacional :«centenas de pessoas são mortas mensalmente na violência omnipresente, enquanto um número incalculável de vidas são ameaçadas todos os dias pela pobreza, cortes de electricidade e de abastecimento de água, falta de alimentos e de remédios, e pela crescente violência contra mulheres e jovens raparigas».Ainda segundo a AI, «actualmente três iraquianos em quatro ainda não têm acesso seguro a água potável e perto de um terço da população – cerca de oito milhões de pessoas – depende da ajuda de urgência para sobreviver». Acresce que metade da população activa está desempregada e quatro iraquianos em cada 10 vivem com menos de um dólar por dia.
Os dados da ONU não diferem muitos destes que apresentei: – Cerca de 43% dos iraquianos vivem na pobreza extrema; entre 60 a 70% da população activa não tem trabalho; seis milhões de pessoas dependem da ajuda humanitária, incluindo a alimentação (o dobro do registado em 2004).
Impera no país o domínio das máfias. Será que é assim que os EUA dizem ser a liberdade.
Substituiu-se um ditador por uma outra ditadura, mais sangrenta e que colocou todo um povo a viver na miséria. Este é o sucesso do EUA.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Piercings só nas orelhas


Baralhar e tornar a dar. Este PS anda mesmo de cabeça no ar. Então não é que vão proibir a colocação de piercings fora das orelhas, isto é, fora do local politicamente correcto para pendurar brincos!...

Com esta nova proposta de lei o PS deu mostras de estar atento aos verdadeiros problemas que o país neste momento atravessa. É que convenhamos andar por ai com piercings por sítios menos próprios é muito desagradável. Pensem comigo, vai um gajo, ou gaja, engatar seja quem for e só vê a encomenda por fora. Chegue ao locar do traçamento e começa a folia. Mas eis que acontece algo insólito, eu que até uso aparelho nos dentes não noto que a outra pessoa que está comigo têm um brinco na língua e eis que, ficamos presos, boca na boca. Mas poderemos pensar em situações mais caricatas que eventualmente poderão acontecer, pois há muita gente com brincos noutras partes do corpo, por exemplo nas partes genitais. Ainda bem que o PS se lembrou de regulamentar estas situações é que é muito desagradável ir parar ao hospital numa situação tão constrangedora. Obrigadinho Sr. Sócrates por pensar no nosso bem estar.

Segundo a proposta de lei quem já os tiver antes da lei entrar em vigor não tem problemas, agora quem queira fazer piercings depois desta lei entrar em vigor está sujeito a coimas bastantes elevadas. Não sei como vão poder detectar o antes e o depois.
Parece que estou a ver os policias a mandarem-nos despir na rua para ver se andamos de acordo com a lei, e com a caça à multa que ultimamente fazem, não me admira nada que comêssemos a ter operações de peões e a ter que nos despir em plena via publica.

De facto este PS não têm mais nada com que se preocupar.