sexta-feira, 28 de março de 2008

Só apetece mesmo virar-lhes o ...


Aí estão elas. O governo não se conteve e começou a apregoar as tão "esperadas" medidas eleitoralistas. Esta descida do IVA em 1% pouco afectará os Portugueses, depois da subida progressiva do mesmo (a ultima como nos recordamos foi de 19% para 21%). É de notar que os bens de primeira necessidade são taxados a 5% e a 12%, logo os consumidos vão notar muito pouco este abaixamento.

O governo baixou um imposto que afecta todos, sejam eles ricos ou pobres, não mexeu por exemplo no IRC das empresas, nas maiores claro está, nem nas mais valias fiscais. Os paraísos fiscais das grandes instituições bancarias continuam e o que se nota é que apesar da crise, que está pelos vistos para durar, nem todos são atingidos da mesma maneira. Os ricos continuam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Chama-se a isto: a Justiça Económica.Também é de notar que esta esta baixa do imposto só entra em vigor em Junho de 2008, mais próximo do ano das eleições.

O PS não foge ao eleitoralismo de sempre, tenta comprar com medidas avulso o esquecimento do mal que têm feito ao País. Prevejo que mais medidas deste género venham por aí. O défice está controlado. Mas á custa de quem??? Não foram os Grandes que apertaram o cinto, fomos todos nós trabalhadores por conta de outrem e as pequenas e médias empresas que pagamos a factura. E pelos vistos vamos continuar pagando. Mas temos um grave problema, é que o cinto já não têm mais furos para se poder apertar.

O que me apraz dizer é que tenho muita pena que todos os anos não sejam anos de eleições, pois só assim os governos se lembrariam que precisam do Zé Povinho.
Será que o Zê é assim tão parvo e caí ainda nestas esparrelas ??? Está na hora de lhes virarmos o Cú.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Carta Aberta


Já passou algum tempo depois das declarações de Augusto Santos Silva de teor muito pouco abonatório para o mesmo, sobre os comunistas portugueses e a sua luta anti fascista, fazendo referencias até ao próprio Álvaro Cunhal, questionando a sua luta pela liberdade do seu povo. Deixo aqui uma carta aberta escrita por um homem que como podem ler têm razões de sobra para ficar indignado com aquelas declarações.
Este ministro é de facto sinistro e acho que o posso insultar mesmo:
É estúpido. É palhaço.


Carta Aberta ao Senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares
Exmº Senhor Ministro Augusto Santos Silva,
Venho por este meio informá-lo que me sinto insultado pelas suas afirmações proferidas ontem à noite, em Chaves e dadas hoje à estampa na comunicação social escrita. Foi o comunista do meu pai, Sérgio Vilarigues, que esteve preso 7 anos (dos 19 aos 26) no Aljube, em Peniche, em Angra e no campo de concentração do Tarrafal para onde foi enviado já com a pena terminada. Que foi libertado por «amnistia» em 1940, quatro anos depois de ter terminado a pena. Que passou 32 anos na clandestinidade no interior do país, o que constitui um recorde europeu. Não foi ao seu pai, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a comunista da minha mãe, Maria Alda Nogueira, que, estando literalmente de malas feitas para ir trabalhar em França com a equipa de Irène Joliot-Curie, pegou nas mesmas malas e passou à clandestinidade em 1949. Que presa em 1958 passou 9 anos e 2 meses nos calabouços fascistas. Que durante todo esse período o único contacto físico próximo que teve com o filho (dos 5 aos 15 anos) foi de 3 horas por ano (!!!). Que, sublinhe-se, foi condecorada pelo Presidente da República Mário Soares com a Ordem da Liberdade em 1988. Não foi à sua mãe, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a mãe das minhas filhas, Lígia Calapez Gomes, quem, em 1965, com 18 anos, foi a primeira jovem legal, menor (na altura a maioridade era aos 21anos), a ser condenada a prisão maior por motivos políticos - 3 anos em Caxias. Não foi à sua esposa, e ainda bem, que tal sucedeu. Foi a minha filha mais velha, Sofia Gomes Vilarigues, quem até aos 2 anos e meio não soube nem o nome, nem a profissão dos pais, na clandestinidade de 1971 a 1974. Não foi à sua filha, e ainda bem, que tal sucedeu.
Fui eu, António Vilarigues, quem aos 17 anos, em Junho de 1971, passou à clandestinidade. Não foi a si, e ainda bem, que tal sucedeu. Foi o caso do primeiro Comité Central do Partido Comunista Português eleito depois do 25 de Abril de 1974. Dos 36 membros efectivos e suplentes eleitos no VII Congresso (Extraordinário) do PCP em 20 de Outubro de 1974, apenas 4 não tinham estado presos nas masmorras fascistas.
Dois tinham mais de 21 anos de prisão. Com mais de 10 anos de prisão eram 15, entre eles Álvaro Cunhal (13 anos). São casos entre milhares de outros (Haja Memória) presos, torturados e até assassinados pelo fascismo.Para que houvesse paz, democracia e liberdade no nosso país. Para que o senhor ministro pudesse insultar em liberdade. Falta-lhe a verticalidade destes homens e mulheres. Por isso sei que não se retratará, nem muito menos pedirá desculpas. As atitudes ficam com quem as praticam.
Penalva do Castelo, 8 de Março de 2008.
António Nogueira de Matos Vilarigues

A Questão Tibetana


Todos nós sabemos que a China é um território grandioso. Existe um cem numero de raças, de dialectos de culturas todas elas muito diferentes uma das outras. Centralizando-me na questão Tibetana, que refiro desde já nunca foi um estado independente, há que dizer que este sempre fez parte integrante da China, apesar de ter um estatuto de autonomia. Precisaríamos de recuar até á poucos anos, mais concretamente á data da "ocupação" do mesmo, para compreender como vivia o povo no Tibete e de como era exercido o poder nesta região da China. É de notar tal como disse que o Tibete nunca foi um estado independente, nem reconhecido pela comunidade Internacional como tal. Vêm isto a propósito das manifestações contra a China pela ocupação do Tibete. Precisamos saber bem a história toda e não enganar, dizer só meias verdades que fazem com que muita gente não conheça a verdade. O próprio Dalai Lama diz que a independência do Tibete para ele está fora de questão, porque ele sabe que aquele território sempre fez parte integrante da China.

Essa é uma questão, o da independência e a formação de um novo estado. Outra questão é se há ou não há liberdade religiosa, porque penso que é disto que se trata, no Tibete, respeitando as suas tradições e a sua cultura como uma região diferente, como tantas outras existentes na China. Isso no meu ponto de vista não há. Assim como não considero que a sociedade Chinesa viva sob um regime dito de comunista. Cada vez mais e ao longo destes muitos anos, a sociedade Chinesa enveredou por uma economia de mercado , deixando todas as grandes empresas dos EUA e do mundo capitalista entrarem no país, fazendo aquilo que nós sabemos ser uma verdadeira exploração do trabalho, coisa que nos países ocidentais fazem mas com a oposição de muitos trabalhadores, coisa que lá na China não existe, essa oposição.

A questão dos direitos humanos, para mim essencial num mundo livre de exploração é uma das coisas que condeno, quando não respeitados, seja em que país for. O homem deve ser livre de pensamento, poder escolher, poder saber, poder conhecer, abrir horizontes e nunca explorar outro homem, estes são alguns dos princípios de Marx e de Lenine e são alguns dos princípios do comunismo. Quando se cai na tentação de fazer valer outros interesses que não estes, não se poderá viver numa sociedade justa. Penso que a China não será neste momento um bom exemplo do que é o Comunismo. Repare-se que nem os EUA nem a E.U. fazem referencia a esta exploração vivida pelo povo Chinês por parte, quer das grandes multinacionais ai implantadas quer mesmo da conivência do próprio governo Chinês. Isto para mim só têm uma explicação, o interesse dos poderosos é superior ao interesse do direito á liberdade de um povo.

quinta-feira, 20 de março de 2008

EUA Chamam Sucesso ao Genocídio


Passaram cinco anos sobre a invasão do Iraque pelas tropas dos EUA e seus aliados. O sucesso desta operação foi aclamado pelo Sr. Buch como sendo um acto libertador. Chamam sucesso a um genocídio. Os números não enganam, mais de um milhão de mortos iraquianos, mais de cinco milhões de refugiados. Os Iraquianos estão a pagar com o seu próprio sangue esta liberdade que lhes foi prometida. Todos sabemos que esta invasão não teve como fundamento as tais armas de destruição maciça que os Sr. Buch dizia existirem. Hoje é publico e sem desmentido que essas armas foram o argumento usado para esta acção bélica e que na realidade elas nunca existiram. O poder económico subjugou um povo. O poder dos petro-dólares foi imposto pelos grandes. É disso que se trata. Mas não são só os iraquianos que sofrem. Dos mais de 150.000 soldados que se encontram ainda no Iraque, contabiliza-se mais de 4000 soldados mortos durante estes 5 anos. Muitas famílias americanas ficaram destroçadas.
Esta é uma guerra injusta que não trouxe de maneira nenhuma mais condições de vida para o povo Iraquiano, segundo dados da Amnistia Internacional :«centenas de pessoas são mortas mensalmente na violência omnipresente, enquanto um número incalculável de vidas são ameaçadas todos os dias pela pobreza, cortes de electricidade e de abastecimento de água, falta de alimentos e de remédios, e pela crescente violência contra mulheres e jovens raparigas».Ainda segundo a AI, «actualmente três iraquianos em quatro ainda não têm acesso seguro a água potável e perto de um terço da população – cerca de oito milhões de pessoas – depende da ajuda de urgência para sobreviver». Acresce que metade da população activa está desempregada e quatro iraquianos em cada 10 vivem com menos de um dólar por dia.
Os dados da ONU não diferem muitos destes que apresentei: – Cerca de 43% dos iraquianos vivem na pobreza extrema; entre 60 a 70% da população activa não tem trabalho; seis milhões de pessoas dependem da ajuda humanitária, incluindo a alimentação (o dobro do registado em 2004).
Impera no país o domínio das máfias. Será que é assim que os EUA dizem ser a liberdade.
Substituiu-se um ditador por uma outra ditadura, mais sangrenta e que colocou todo um povo a viver na miséria. Este é o sucesso do EUA.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Piercings só nas orelhas


Baralhar e tornar a dar. Este PS anda mesmo de cabeça no ar. Então não é que vão proibir a colocação de piercings fora das orelhas, isto é, fora do local politicamente correcto para pendurar brincos!...

Com esta nova proposta de lei o PS deu mostras de estar atento aos verdadeiros problemas que o país neste momento atravessa. É que convenhamos andar por ai com piercings por sítios menos próprios é muito desagradável. Pensem comigo, vai um gajo, ou gaja, engatar seja quem for e só vê a encomenda por fora. Chegue ao locar do traçamento e começa a folia. Mas eis que acontece algo insólito, eu que até uso aparelho nos dentes não noto que a outra pessoa que está comigo têm um brinco na língua e eis que, ficamos presos, boca na boca. Mas poderemos pensar em situações mais caricatas que eventualmente poderão acontecer, pois há muita gente com brincos noutras partes do corpo, por exemplo nas partes genitais. Ainda bem que o PS se lembrou de regulamentar estas situações é que é muito desagradável ir parar ao hospital numa situação tão constrangedora. Obrigadinho Sr. Sócrates por pensar no nosso bem estar.

Segundo a proposta de lei quem já os tiver antes da lei entrar em vigor não tem problemas, agora quem queira fazer piercings depois desta lei entrar em vigor está sujeito a coimas bastantes elevadas. Não sei como vão poder detectar o antes e o depois.
Parece que estou a ver os policias a mandarem-nos despir na rua para ver se andamos de acordo com a lei, e com a caça à multa que ultimamente fazem, não me admira nada que comêssemos a ter operações de peões e a ter que nos despir em plena via publica.

De facto este PS não têm mais nada com que se preocupar.

sexta-feira, 7 de março de 2008

8 de Março dia Internacional da Mulher


Muitos não saberão porque foi considerado este dia O Dia Internacional da Mulher. Julgarão alguns que foi um dia arranjado no calendário para mais uma festividade. O que é um facto é que hoje, este dia é aproveitado por muitos para fazer negócio e torna-lo cada vez mais um dia dedicado ao consumismo.
Então para os que não sabem vou aqui dar a conhecer ou relembrar porque nasceu.
Voltemos atrás no tempo ao ano de 1857. Um grupo de operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entram em greve. Ocupam a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.

Dedico este dia a todas as mulheres do mundo, relembrando que ainda hoje a discriminação existe e que em muitos países do mundo as mulheres para além da discriminação no trabalho e na sociedade em geral ainda sofrem abusos físicos e psicológicos a maior parte das vezes exercidos pelos seus maridos. Contra isto é preciso continuar a Lutar.
Gostaria de dedica-lo ainda: A todas as mulheres que amanhã vão descer a Av. da Liberdade; á minha irmã; a todas a minhas amigas;... e a ti minha Mãe, onde quer que estejas, continuas a ser uma referencia para mim, personificaste nesse teu corpo franzino a coragem e a valentia de uma mulher que nunca desistiu de lutar.

Insulto Miserável


Nuno Melo do CDS/PP é deputado da Nação e foi eleito pelo eleitores (infelizmente). António Filipe do PCP também foi eleito pelos eleitores. Que diferença existe entre os dois ??? Ambos lutam por causas. Mas enquanto um luta pelas causas dos grandes e poderosos, outro luta exactamente pelo inverso. Vêm a propósito isto da afirmação feita pelo deputado Nuno Melo, que no meu ponto de vista passou todos os limites da luta politica, sobre o segredo de estado e quais as bancadas parlamentares que deveriam ter acento nesta comissão de fiscalização dos serviços de informação. Fez ele uma pergunta e deu a resposta:
"Posso confiar que os deputados do PCP e do Bloco não divulgariam um qualquer documento ou informação se vissem vantagem política?"
"Sinceramente, acho que não." Só Fernando Rosas do BE prestou solidariedade com a bancada comunista, expressando o seu repudio por tais declarações.
Na resposta, António Filipe pediu a defesa da honra, afirmando que as palavras de Melo eram ofensivas "e um insulto miserável" à sua bancada.

Durante muitos anos o PCP teve acento no Conselho de Estado, órgão eleito pela AR e por vários representantes nomeados pelo P.R. . Mas desta vez e pela primeira vez depois do 25 de Abril o PCP não têm representante neste órgão. Que me lembre nunca o PCP veio a publico divulgar aquilo que se passava dentro deste conselho.Não que o partido precise de se justificar, mas é que ultimamente têm existido uma certa fobia para com representantes deste partido. Estão com medo de quê?
António Filipe ainda sugeriu que Nuno Melo pedisse desculpas, mas o deputado democrata-cristão não o fez. Não o fez porque é um malcriado.
O menino "Betinho" da linha de Cascais, julga-se mais honesto que os outros.
Deveria era de olhar para o seu dirigente (esse sim uma pessoa sem moral), em vez de vir acusar os outros de falta de idoneidade. Ainda ninguém explicou para que precisou ele de todos os documentos fotocopiados do Ministério da Defesa ( mais de 60.000 fotocopias).
Assim se vê a quem o PCP não faz falta.
O Srº Deputado é mesmo um menino muito rebelde e malcriado..., precisava de levar uns acoites para aprender a ser menos intolerante.