quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Será que o Chora também faz falta ???


Vai-se realizar este fim de semana mais um Congresso da CGTP IN. Muitos comentadores e outros que tais têm feito de tudo para dizer que o Movimento Sindical está de rastos e que como sempre a CGTP é uma correia de transmissão do PCP. Do que tenho lido e ouvido destes senhores Carvalho da Silva está em rotura com os orgãos da Central e por sua vez com o PCP, partido a que pertence. Mas curiosa foi a entrevista dada pelo Sr. António Chora ao Jornal do Pinhal Novo e que o Expresso fez o favor de transcrever na integra. Então dizia este Sr. que por sinal é deputado neste momento do B.E.: ... "Com a saída" de Florival Lança e José Ernesto Cartaxo "e a entrada de "novos" sindicalistas com ideias pré-concebidas contra a nova central sindical mundial, Manuel Carvalho da Silva vai ficar mais isolado e em meu entender não terá condições para levar o mandato até ao fim e sairá a meio, devido às contradições entre o que quer para o Mundo Sindical e o papel que o quererão obrigar a desempenhar".

Bem de facto este senhor deve ter ficado com uma grande dor de cotovelo pelo facto de não ter acento no Conselho Nacional da Central, nem sequer ter sido eleito para delegado ao congresso. Julga-se o maior e para o grande patronato é de facto o maior, ao fazer os acordos que tem feito na AutoEuropa, mas isso é uma outra história que com o tempo virá ao de cima. Mas dizia eu este Sr. não deve conhecer muito bem o funcionamento da Central nem tão pouco deveria de falar no PCP, pois ele como Ex Comunista deve saber melhor do que ninguêm o que é querer impor a vontade de uma meia dúzia de indivíduos á vontade da maioria, e se reparar-mos bem podemos procura-los e ver onde estão agora todos estes Ex comunistas que sairam do PCP. Por isso essa coisa de dizer que o Carvalho da Silva está sozinho no exucutivo, contra todos os outros é de facto de rir e bradar aos ceús.Que eu saiba ninguêm obrigou o camarada a continuar, e é de muito mau tom para este senhor "sindicalista" dizer que Carvalho da Silva não pensa pela sua cabeça. Muitas vezes as nossas opinões não são sufragadas pela maioria dos outros mas não é por isso que deixamos de pertencer ao colectivo. Veja-se a estrondosa participação na Manif. Nacional, que levou á rua mais de 200.000 trabalhadores. Muitos do que agora protestam foram contra a realização da mesma, mas ela fez-se e foi um êxito. Foi a vontade de uma maioria que se impôs à minoria, só que com uma diferença dos demais é que aqui respeita-se a opinião de todos, desde que seja dada nos respectivos orgãos a que pertencem. Não é andar na praça pública a defraudar aquilo que se diz em reuniões de orgãos executivos. Apetece-me dizer como o Paulo Bento, os "Bufos" só têm um lugar " A Porta da Rua". Espero que a CGTP continue sempre na defesa dos interesses dos trabalhadores porque para "vendidos" já temos uma outra central sindical a U.G.T.

Queria dizer só mais uma coizinha á meia dúzia de "sindicalistas" do B.E.: No proximo 1º de Maio da CGTP IN, podiam se integrar nas respectivas organizações sindicais. Que eu saiba o B.E. não é uma organização sindical, logo não deveria desfilar com panos e bandeiras identificativas do partido, ou será que estou enganado ?? Vou estar atento e vêr onde o Sr. António Chora vai desfilar, se com os seus camaradas da AutoEuropa se com os dirigentes do B.E., Louças e companhia. Imagine-se se os militantes e simpatizantes do PCP levassem cada um uma bandeira do partido, ficaria um mar de bandeiras vermelhas (com a foice e o martelo).

É que já não há saco para estes "putos" que se julgam "irreverentes" e tão bem fazem o jeito aos grandes deste país. Nunca mais me vou esquecer a quem é que o Zé fazia falta. Será que o Chora também está a fazer falta aos gajos ???

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Reivindicar salários dá prisão


De facto já passaram muitos anos deste que a empresa Pereira Rondão deixou de funcionar. Muita gente não se lembra por certo, pois foram e são tantas as empresas que fecham que não dá para nos recordar de todas. Mas este caso é bastante peculiar. Na altura e em plenário de trabalhadores, decidiu-se que os trabalhadores fossem em manifestação até ás instalações onde estava o gestor judicial nomeado pelo tribunal para gerir a firma. Bem isto tudo foi em 2005. Na altura João Serpa era dirigente sindical da empresa e na referida manifestação foi identificado por agentes da PSP por a mesma ser ilegal, não havia sido pedida a devida autorização. Devo referir que não aconteceram desacatos durante a mesma e que os trabalhadores respeitaram a ordem pública. Qual não é o meu espanto que leio que o referido dirigente sindical foi notificado dia 24 Janeiro deste ano para comparecer em Tribunal no dia seguinte. Ao comparecer no outro dia em Tribunal é nomeado um advogado oficioso e decorre a sessão em julgamento. A sentença foi a condenação a 75 dias de prisão ou o pagamento da respectiva multa. Não está em causa o direito do tribunal em fazer cumprir a lei, o que está em causa é a lei em si. Como pode um trabalhador que luta pelos seus salários, que era disso que na altura se tratava, ser preso ou pagar multa, ter o mesmo tratamento que um criminoso. Indigna-me tal situação. Reivindicar o salário não é crime, criminosos são aqueles que o deixam de pagar. Há qualquer coisa na lei que não bate certo. Os verdadeiros faltosos não se sentaram em Tribunal.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

C.M. Grândola Despeja PCP


"Grândola Vila Morena, Terra da Fraternidade..." assim cantou o Zeca antes e depois do 25 de Abril. Mas parece que hoje em dia a Vila, ou melhor dizendo o seu Presidente não têm lá muita fraternidade. Em reunião de C.M., aprova com os votos do PS uma deliberação em que ordena que o PCP abandone o edifício público que ocupa desde 1983 no prazo de 120 dias. Esta atitude foi já condenada pelo PCP local que a classifica de «arrogante, prepotente e autoritária». O PCP ocupa este edificio desde o 25 de Abril de 74 e têm contrato de arrendamento com a C.M. desde 1983.
A decisão de denunciar o contrato de arrendamento celebrado com o Centro de Trabalho do PCP, que determina a desocupação do prédio no prazo de 120 dias com direito a indemnização, foi tomada, segundo a autarquia, «tendo em conta o interesse do município e da comunidade, para além do estado de degradação do edifício, valor histórico e patrimonial». Pelo que li o PCP não está contra a saída deste mesmo espaço, está é contra a não cedência de outras instalações, é que quando o senhorio precisa da casa que aluguou ele têm de arranjar solução para o inquilino. O facto é que a Autarquia não arranjar solução para o problema. Com esta atitude arrogante, prepotente e autoritária que nos traz à memória os tempos do 24 de Abril, a maioria socialista na câmara e o seu presidente pretendem dificultar e diminuir a capacidade de organização e intervenção do PCP.
O PCP garante ter apresentado uma proposta de três espaços possíveis alternativos ao que actualmente ocupa, tendo ficado a aguardar uma resposta da câmara.
Engraçado foi o Sr. Presidente Carlos Beato defender que o edifício em causa «deveria estar, por direito, ao serviço de todos os grandolenses, em vez de ser usado só por alguns», ora se assim pensarmos muitos dos edifícios públicos estão arrendados a instituições e partidos e nem por isso deixam de ser utilizados pelas pessoas. Não se pode é despejar um arrendatário sem que se dé solução para o problema, coisa que parece que o Sr. Carlos Beato não está muito a fim de resolver. De uma coisa podem ter a certeza o PCP saberá dar uma resposta à altura. Disso podem ter a certeza.

A culpa morre sempre solteira


As derrapagens continuam. Hoje veio a público que o arranjo do túnel do Rossio custou mais uns milhões do que o previsto, para já não falar da data prevista de abertura ao público que já ultrapassou o prazo em cerca de um ano e meio. Parece que finalmente vai abrir no dia 17 deste mês para bem da população da linha de Sintra que sofreu a bom sofrer estes anos todos em que o túnel esteve encerrado.Mas infelizmente em Portugal continuamos a executar obra pública sem o mínino de controlo. Se existiu um concurso público e se a obra foi adjudicada por um determinado valor e um prazo de entrega também estipulado e se essa empresa que ganhou o concurso se comprometeu a faze-la nesse tempo previsto com esses custos, porquê este descalabro nas contas.
Será que neste país não uma única obra sem que as derrapagens existam ???
Será que os prazos nunca podem ser cumpridos ???
E as responsabilidades, de quem são as responsabilidades???
Essas pelos vistos nunca são apuradas. E gasta-se assim dinheiro do Estado, mal gasto, que anda a encher os bolsos de muita gente. A corrupção neste país parece ser um polvo. Todos comem e ninguêm fala nada. O silêncio neste caso é de ouro. A culpa morre sempre solteira, infelizmente.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

"Ou Comem Todos ou Não há Moral"


O bastonário da Ordem dos Advogados veio a público dizer aquilo que já todos nós sabiamos, que existe corrupção no poder politico e apontou responsabilidades a dirigentes do PS e do PSD pelo menos num caso em Coimbra no negócio de um prédio do Estado vendido a uma empresa que, nesse mesmo dia, voltou a vendê-lo por mais cinco milhões de euros. De facto compete-nos a todos nós cidadãos denunciar casos que sejam do nosso conhecimento de corrupção ou de trafico de influências. Mas estará assim o PS tão isento de culpas como o Sr. Bastonário o diz ao referir que
”não tenho actualmente qualquer suspeita concreta sobre membros do actual Governo". De facto como ele diz em Portugal abrem-se inquéritos por tudo e por nada sem que estes sejam conclusivos. Até aqui têm toda a razão. Veja-se o caso do então Ministro das Obras Publicas Ferreira do Amaral que teve em mãos processos relativos á empresa onde hoje em dia exerce funções como administrador da Lusoponte. E como ele haverá muitos mais, tanto de uma área politica como de outra. Agora o que eu estranho foi o que o Sr. Bastonário António Marinho Pinto disse ontem à RTP em relação ao processo Casa Pia, chamando-lhe uma “aberração jurídica”, que “nasceu com uma matriz marcadamente política”. “Foi orientado politicamente. Visou decapitar o PS, não tenho dúvidas” disse-o ele. Ora para um processo que está ainda a decorrer como é que ele pode dizer que não vai dar em nada ? Será porque têm gente muito importante e influente da área do PS ? Como pode vir este senhor denunciar certas coisas e outras tenta tirar a água do capote de alguns. Valia mais estar calado e não vir dizer baboseiras, porque como se diz na minha terra ou "comem todos ou não há moral". E até parece mesmo que não há moral.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ivone Dias Lourenço


Existem pessoas que devem de ser recordadas pela sua coragem de vida, Ivone Dias Lourenço era uma dessas.Nascida em 1937 em Vila Franca de Xira, de origem operária, Ivone Dias Lourenço dedicou toda a sua vida à luta do seu Partido de sempre pela liberdade, a democracia e o socialismo. Membro do PCP desde 1953, participou no MUD na primeira metade da década de 50, foi membro do Comité Local do Porto e desempenhou, ainda antes do 25 de Abril, várias tarefas ligadas ao aparelho técnico do Partido. Na clandestinidade desde 1956, Ivone Dias Lourenço passou sete anos nas prisões do regime fascista. Integrava actualmente o colectivo do Avante!, sendo desde o 25 de Abril secretária da redacção do órgão central do PCP

Filha de um grande militante do PCP Antonio Dias Lourenço, desde muito nova soube o que era viver na clandestinidade. Os sete anos que passou na prisão fazem de Ivone Dias Lourenço entrar no núcleo de mulheres que mais anos passaram nas cadeias fascistas. Toda a sua juventude foi vivida a lutar contra um regime que ela abominava. Uma mulher de armas que soube sempre estar ao lado daqueles que mais precisaram. A sua vida foi sempre a causa da liberdade, da igualdade da não discriminação das mulheres e de todas as minorias. Numa altura em que muitas mulheres estão a emergir na sociedade portuguesa em alguns cargos de maior relevância há que não esquecer aquelas que sempre lutaram para que hoje em dia existisse uma maior igualdade, ainda muito longe de ser total, entre homens e mulheres.

Até sempre Camarada.

Incentivos para a Natalidade


No dia em que todas as atenções mediáticas se voltaram para a posse dos dois novos ministros, José Sócrates vai ao Parlamento anunciar novos medidas de combate à pobreza e estímulos para a natalidade. Para não sair muito beliscado desta remodelação vêm então atirar-nos com areia para os olhos. Nada tenho contra as mesmas, acho como sempre, que pegam por tardias. Mas estes incentivos para a natalidade são no mínimo dissonantes com a pratica que o governo têm e pelos vistos vai continuar a ter, com as novas leis laborais. Não esqueçamos que governos sucessivos são os causadores pelo facto de as famílias portuguesas não terem mais filhos. Não que elas o não queiram, ou não os saibam fazer ( Cavaco disse que era preciso ensinar a “fazer filhos”, lol lol), mas quando são criadas leis que põem em causa os direitos das famílias, como por exemplo esta da flexísegurança, em que deixa de existir um horário de trabalho fixo e passa a ser flexível. Onde podem os pais deixar os seus filhos ? Como podem estes acompanhar o seu desenvolvimento escolar ? Todos nós sabemos que quando uma mulher procura trabalho existem muitas empresas que têm a lata de perguntar se estão a pensar ficar grávidas, e também sabemos que quando o ficam são as primeiras ser despedidas.

Combatemos a pobreza com mais empregos, com mais formação profissional, com mais qualidade no ensino, com melhores condições de vida, as jovens mães não precisam de esmolas precisam de trabalho e creches para colocarem lá os seus filhos. Não podemos dar o peixe, temos de dar linha e cana para ensinar a pescar. Com estas medidas estaremos a criar subsidio-dependentes e de certeza não será assim que conseguiremos acabar com a pobreza e a miséria que neste momento afecta tantas famílias em Portugal.