sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Feliz Ano de 2008 - A Luta Continua

Espero que o ano que agora vai entrar traga para todos mais paz, neste mundo conturbado onde vivemos. A luta vai continuar enquanto existir injustiças, enquanto existir esta desigualdade social, enquanto existirem uns a ter tudo e outros a não ter nada, enquanto existir fome, miséria, pobreza..., esta luta vai ser de todos nos. Temos o direito e também o dever de fazer do mundo onde vivemos um local onde possamos ter as mesmas oportunidades e não estarmos dependentes dos restos dos ricos, das migalhas que nos dão, das esmolas de salários que nos pagam, enquanto eles enchem os bolsos a custa do nosso trabalho. Riqueza só se produz com o trabalho e eu nunca vi nenhum homem enriquecer sem explorar outro.
Os meus votos para este ano que agora vai começar são de uma maior justiça social onde a riqueza produzida por todos seja mais distribuidada para que não exista esta discrepância tão grande entre ricos e pobres. Um dos grandes flagelos de Portugal e sem duvida o desemprego, espero que os nossos governantes tenham isso em atenção pois existem neste momento muitas famílias a passar grandes dificuldades. Uma atenção também para os nossos reformados que ganham menos de 200 euros por mês, muitos deles vivem na mais pura miséria. Pobres não são os que pedem na rua. A pobreza e sempre envergonhada e essa esta escondida.
Um bom ano para 2008. A Luta Continua.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Srs Deputados: " Tenho Direito de Privacidade "

Segundo a lei aprovada recentemente pelos dois maiores partidos nacionais, terão os partidos políticos de fazer prova perante o Tribunal Constitucional das listas dos seus militantes.
Penso ser este um mal começo para uma lei injusta e que vai destroçar a identidade democrática. Já aqui referi num outro artigo que estes dois partidos querem pela força de um decreto perpetuar-se no poder partilhando o espaço alternadamente, para assim satisfazer aqueles que se servem do poder para beneficio próprio. Mas a coisa agora fia ainda mais fino, querem pela lei criada, que os partidos dêem a lista dos seus militantes anualmente.
Gostaria de perguntar onde fica a salvaguarda a nossa independência como cidadãos. Temos ou não direito a nossa privacidade ?
Pode o poder instalado ficar a saber qual o meu sentido de voto ?
Não nego nem nunca negarei que sou militante do PCP, mas isso não implica que a minha ficha de militante tenha de ser dada ao Tribunal Constitucional, para assim fazer parte de alguma lista de dados criada para efeitos menos próprios ( não vou na cantiga, como eles dizem que vão destruir essas listas depois de consultadas). Não concordo e espero que o meu partido se negue a tamanha monstruosidade. Pertenço a um partido em que muitos dos seus militantes foram mortos porque se negavam a dar informações de quem era militante, para assim preservar a continuidade do Partido. Nos tempos que correm muita coisa pode acontecer e sabe-se perfeitamente que os comunistas são sempre um alvo a abater, sempre o foram, incomodam muita gente, sempre incomodaram.
Estes "socialistas" querem agora saber quem somos nos, querem controlar a nossa actividade partidária. Muito me admira certos moralistas que existem dentro do PS e que se dizem de esquerda como o Sr. Manuel Alegre e mais alguns, ainda pertençam a um partido politico que como já disse aqui muitas vezes de socialista só mesmo o nome. Apregoar aos sete ventos que se esta contra certas medidas mas depois na pratica vota-las com a tal ridícula "declaração de voto" como este senhor faz, penso não ser a opção mais correcta. Estas são leis mais parecidas com as do antigo regime do que leis de um estado Democrático.
Apelo a indignação geral de todos quantos ao longo destes anos deram a sua vida pela liberdade, mesmo muitos socialistas militantes, para que se insurjam contra esta lei e que não deixem que a liberdade individual seja posta em causa. A Constituição da Republica Portuguesa protege todos os cidadãos, espero que o Presidente da Republica a faça cumprir e vete a lei.

Oscar Niemeyer - Biografia


Oscar Niemeyer Soares Filho (Rio de Janeiro RJ 1907). Arquitecto. Forma-se, em 1934, em arquitectura pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Nesse período, frequenta o escritório de Lúcio Costa. Em 1936, integra a comissão formada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, sob supervisão de Le Corbusier, a quem assiste, como desenhista, durante sua estada de três semanas na cidade. Apresenta a solução adotada na construção do edifício, baseada no primeiro projecto do arquitecto suíço. Entre 1940 e 1944, projecta, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o conjunto arquitetônico da Pampulha, que se configura num marco de sua obra. Em 1945 filia-se no Partido Comunista Brasileiro, onde se mantém ate aos dias de hoje. Em 1947, é convidado pela ONU a participar da comissão de arquitectos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. O seu projecto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista Módulo. Em 1956, inicia, a convite do presidente da República, JK, colaboração na construção da nova capital, cujo plano urbanístico é confiado a Lúcio Costa. Em 1958, é nomeado arquitecto-chefe da nova capital e transfere-se para Brasília, onde permanece até 1960. Em 1972, abre um escritório em Paris. Autor de extensa obra no Brasil, realiza também grande número de projectos no exterior, como a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, 1967; a Universidade de Constantine, na Argélia, 1968; a sede da Editora Mondadori, em Milão, 1968. Tem sua obra exposta em mostras individuais, como Oscar Niemeyer, L'Architecte de Brasília, no Musée des Arts Décoratifs, Paris, 1965; Oscar Niemeyer 80 Anos, no MAM/RJ, 1987; Oscar Niemeyer: escultura, no MAC/Niterói, 1999, entre outras; e coletivas como From Aleijadinho to Niemeyer, no Salão de Exposições da ONU, Nova York, 1983, e Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal, São Paulo, 1984. Recebe, entre muitas outras homenagens e distinções, a Ordem de Comendador das Artes e Letras e a Medalha de Ouro da Academia de Arquitectura de Paris, 1982; o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de São Paulo, 1995; e o Prémio Leão de Ouro, na 6ª Bienal Internacional de Arquitectura de Veneza, 1996.

Ainda nos dias de hoje continua a trabalhar. A sua vida foi pautada pelo luta em defesa dos mais fracos e oprimidos. Nunca se rendeu ao poder do capitalismo. Esteve sempre do lado certo. Um homem com uma formação moral e intelectual acima da media. Sem duvida um cidadão do mundo.

Oscar Niemeyer fez cem anos



"O importante é a vida"
É com esta simplicidade que Oscar Niemeyer, desenrolando as evidências com a mesma certeza da mão que risca no papel um dos seus projectos extraordinários, se revela o Homem em que vive, em estreita convivialidade, o comunista e o arquitecto. Realidades que nunca se dissociam, surgindo a cada passo da sua vida evidenciando uma genialidade e uma generosidade, ambas legendárias.
«A Arquitectura? Vale a pena repetir: o importante é a vida, os amigos, este mundo injusto que devemos mudar. O resto…Vivemos num regime capitalista,e os seus governantes, por mais progressistas que sejam, nada de essencial nos oferecem. Representam essa sociedade de classes, de ricos e pobres, de sem-terra,de sem-tecto, que só a revolução pode modificar.»(1)

Generosidade transbordante não só nos gestos mais triviais, cujo relato incomoda Oscar, mas os mais grandiosos, como o de ter prescindido de ser o titular do projecto do edíficio-sede das Nações Unidas em favor de Le Corbusier, por saber do extremo empenho desse seu mestre, amigo e admirador, em o realizar. Deixar de ser autor desse projecto emblemático para se tornar um quase anónimo colaborador, depois de ter ganho o concurso público internacional quando Niemeyer, embora já sendo conhecido, ainda estava muito longe da fama que uns anos depois adquiriu por mérito próprio, é certamente incompreensível para a esmagadora maioria dos arquitectos contemporâneos, cavalos de raça: arquitectura, prémio, medalha no dizer pitoresco de Paulo Mendes da Rocha, gente que se morde sem olhar a meios à porta de papel couché das revistas do glamour arquitectónico e que considera os concursos prescindíveis a favor da entrega directa de obras desde que seja a si-próprio, a mais das vezes em função de um mérito adquirido em suado marketing.Nos antípodas dessa gente está o comunista, o arquitecto, o homem Oscar Niemeyer, a infinita grandeza de alma num corpo fisicamente pequeno de incomensurável estatura humana, de trasbordante imaginação e criatividade que o tornam no arquitecto do século XX, no político sem desvios ideológicos, numa das figuras centrais do seu tempo e da História de todo o sempre.A arquitectura de Niemeyer rapidamente começou a ser conhecida. Logo nas primeiras obras o arquitecto libertava-se dos frios constrangimentos da função, sem deixar de a cumprir com rigor, para expandir a imaginação explorando até ao limite as possibilidades técnicas proporcionadas pelos novos materiais de construção. Libertava-se dos espartilhos do modernismo mais extremo, com uma linguagem muito própria que fazia a leitura dos lugares geográficos, da sua realidade física para dar corpo a objectos arquitectónicos incomparáveis. Quando Niemeyer diz que a natureza desconhece a linha recta, não está a fazer retórica, está a estabelecer um diálogo aberto entre a arquitectura e a natureza e a transpor esse diálogo para um desenho substantivo que desenvolve com mestria sem supérfluos. Nada é dispensável e tudo se torna e descobre coerente. Niemeyer não desenha contra a natureza, esteja ela virgem de sinais construídos ou poluída por ordenamentos ou desordenamentos edificados. Recupera-a para fazer da natureza material de arquitectura. É assim dos seus primeiros aos últimos projectos: na Pampulha, a deslumbrante curva parabólica da Igreja de S. Franscisco de Assis a fazer desaparecer paredes e cobertura unindo-as numa forma única; o edifício Copan, em S. Paulo, corpo ondulante de movimento sublinhado pela sobreposição de finas linhas horizontais, ameaçando ir até à lua, fronteira entre o interior e o exterior de grande delicadeza e sensualidade que adquire uma enorme força visual atirando para segundo plano a solução técnica encontrada para, em curva e contracurva, contraventar o corpo edificado e resolver a dificuldade de construir com aquela dimensão sem recurso a pesada estrutura; continua a ser assim na sede do Partido Comunista Francês em Paris onde o terreno onde está implantado é radicalmente transformado por um edifício que parece flutuar atrás de uma cúpula que marca a confluência de duas avenidas limítrofes que fazem duro e apertado ângulo agudo; continua a ser assim no Museu de Arte Contemporânea em Niteroi, flor-ovni suspenso no extremo de uma falésia à beira mar. Quase cem anos entre o primeiro e o mais recente projecto, a imaginação que se plasma nos desenhos contínua jovem para assombro do mundo. Poder-se-ia desfiar o resto do rol de projectos de arquitectura que continuam a sair da mão, sobretudo da cabeça genial de Niemeyer para continuar a descobrir em cada um deles a extraordinária inventiva que se, por um lado, libertou a arquitectura dos espartilhos funcionais que a esqueletizavam, apagando o valor da forma arquitectónica para se satisfazerem na aridez de ver o tubo digestivo funcionar com precisão relojoeira, por outro, nunca resvalou nos maneirismos patéticos que subalternizam o uso para que se projecta acenando com as gloríolas de frustres iconografias, um decorativismo de adereços que enxameiam até ao bocejo as revistas de arquitectura. Próximo do seu modo de pensar e fazer arquitectura estiveram os construtivistas soviéticos explorando novos materiais, novas técnicas levando o «espaço arquitectural» aos limites da imaginação desamarrando-se do racionalismo funcional sem perder o seu sentido.Arquitectura e políticaLá está Brasília para o mostrar! O tempo em que se projectou a cidade, quatro anos apenas, ainda continua a espantar o próprio Niemeyer e é bem reveladora da espantosa intuição, feita de muito e muito trabalho, do arquitecto que, com um traço despojado, desenha com extraordinária clareza edifícios monumentais e blocos habitacionais dando corpo ao plano piloto de Lúcio Costa. É igualmente emocionante olhar para os projectos construídos e olhar para os desenhos desses projectos. O que desilude Óscar é que a «sua» cidade que só será «sua» quando houver uma outra política mais justa, uma sociedade sem classes. Essa sociedade burguesa, capitalista que rasteirou miseravelmente o que projectou e construiu em Brasília conseguindo com um artificio malévolo na aplicação das celebradas leis do mercado impor a discriminação social entre as duas alas habitacionais com tipologias rigorosamente iguais, impondo preços de venda e aluguer brutalmente diferentes entre a ala nascente e a poente. Será porque o sol que nasce de um lado é diferente do que se põe no outro? Não, o sol quando nasce neste mundo não é igual para todos.«Você é arquitecto para fazer o quê? Uma excepção ou outra!? No Brasil faltam doze milhões de habitações e você é arquitecto para esperar por um cliente rico, para fazer um palácio, um teatro, um museu? Você vai fazer uma casa diferente de outra, de “arquitecto”? Ter obras de arquitectura como facto isolado, não faz sentido», diz Paulo Mendes da Rocha. Assim pensa também Óscar Niemeyer a fazer centenas de obras de excepcionais, sejam as escolas que acaba de desenhar para oferecer a Cuba em que ele quer que a arquitectura seja um incentivo para o prazer de aprender seja na catedral de Brasília, deslumbrante vista do exterior mais deslumbrante, se possível, quando se percorre um corredor enterrado, obscurecido para, subitamente, se ter uma explosão de luz coada por vitrais fantásticos ou na forma aparentemente simples do Hotel Casino do Funchal, que marca a paisagem e o turismo da Madeira de forma diferente, exemplar.A luta vale a penaA revolta de Niemeyer cresce com as injustiças, com a exploração, a violência, legal ou ilegal, que é o ADN desta sociedade. «Às vezes o (José Aparecido) nas suas idas às cidades-satélites. Logo um grupo de moradores o cerca, aflito por velhas promessas – promessas centenárias – a implorar ajuda dos sucessivos governantes. Pedidos humildes, mas fundamentais para os que lutam por subsistir, dentro dessa discriminação odiosa que o capitalismo institui. Não reivindicam casa para morar, mas apenas um pedaço de terra que também lhes pertence e que nada representa num país imenso, um verdadeiro continente. Passei a compreender então como nós, arquitectos, estávamos enganados quando pensávamos nos grandes complexos populares, nas casas pré-fabricadas, moduladas e económicas, que a técnica actual oferece. E senti, dentro da realidade brasileira, que a miséria do povo é maior, muito maior – tão grande que os nossos irmãos mais pobres só reclamam um pequeno lote onde possam construir seus míseros barracos.» (2) A arquitectura? Indigna-se com a sociedade capitalista, indigna-se quando partidos comunistas perdem o espírito revolucionário, acomodando-se até miserável apagamento. O seu compromisso enquanto homem e arquitecto é, sempre foi, político e social.«Afinal o que vocês comunistas pretendem? Mudar a sociedade respondi. O homem dirigiu-se ao rapaz que batia á máquina: escreve aí… mudar a sociedade. E o dactilógrafo, voltando-se para mim, retrucou: Vai ser difícil.» (3)Pois vai, camarada Niemeyer, pois vai mas olhando para ti, olhando para a tua arquitectura, para os cem anos de vida que acabaste de celebrar, sabemos que, sem nenhuma esperança teológica, se fará. Não se pode é desistir de lutar.

(1) O comunismo, os comunistas continuam a incomodar muita gente. Um tal Rui Caruana, arquitecto, deduz, no Ypsilon do Público, que «o Óscar escolheu entre dois monstros. Entre Estaline e Hitler, escolheu seguir aquele que não defendia a supremacia de uma raça sobre a outra». O jornalista conclui que isto é contextualizar. Quando se levanta um pouco a tampa da cabeça dessas criaturas o fedor é insuportável e revela imediatamente o seu conteúdo.

(2) Citando parte deste texto de Niemeyer, a celebrada historiadora de arquitectura e arquitecta Ana Vaz Milheiro consegue extrair a tese extraordinária que é a do fim da inocência da arquitectura que a aliviam de compromissos ideológicos e sociais que impediam a sua progressão. O resto do texto tem outras teses de jaez equivalente. Ou isto se inscreve na vigarice intelectual normal que permite as mais mirabolantes piruetas ou a velocidade de circulação da senhora é muito reduzida. Provavelmente estão as duas hipóteses correctas.

(3) Relato de Óscar Niemeyer de um interrogatório policial a que foi submetido.


(Texto de Manuel Augusto Araujo tirado do Jornal Avante)

PS quer controlar BCP


O PS está neste momento a tentar controlar o maior Banco Português privado. Em troca o PPD/PSD quer ficar com a direcção da Caixa Geral de Depósitos. Grave muito grave o que se esta a passar. Continuam os dois maiores partidos a fazer coligações para servir as suas clientelas politicas. Isto aqui nesta terra quem não tiver cartão de militante de um destes dois não se safa.

Ninguém denuncia os empréstimos feitos a accionistas do Banco. Isto parece mais uma terra sem rei nem Roque, ninguém vai preso. A um pobre que roube chama-se Ladrão, um rico faz um Desfalque. Jogos de interesses estão por de traz destas situações que tem acontecido no Millenium / BCP.

Sendo um imperativo reclamar o esclarecimento e o apuramento de responsabilidades sobre as tais situações «gravíssimas», o que este novo episódio vem confirmar, é que por detrás do sistema financeiro, há uma realidade oculta por onde circulam vastas somas de capital sem controlo, um mundo onde o segredo é não só a alma mas a regra do negócio. O nervosismo e o frenesim que se apoderou desta gente, o seu estado de inquietação e desconforto, em claro contraste com a majestática imagem com que os bancos se gostam de apresentar, é revelador de que a maioria de nós não sabe da missa nem a metade. Nos não sabemos mas eles sabem muito bem. Indigna-me esta situação.
Tenho vergonha de ter gente desta a governar a minha terra.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Prenda de Natal de Socrates


Agora começo a perceber porque o nosso primeiro oferece GPS a toda a gente. Anda tudo perdido e andam a ver se encontram uma saída neste caminho atribulado em que nos meteram. Ontem durante o almoço de Natal com os ministros do seu Governo - a que se juntaram depois os secretários de Estado para o café ( não havia comer que chegasse para tanta gente) - Sócrates ofereceu a cada um dos governantes aparelhos GPS com tecnologia portuguesa. Oferecer GPS tem sido, aliás, uma das "manias" do primeiro-ministro durante este ano. Em 25 de Outubro passado, ofereceu um aparelho destes ao Presidente russo Vladimir Putin, por ocasião da cimeira União Europeia-Rússia, em Mafra. José Sócrates já tinha dado a mesma prenda aos chefes de Governo e de Estado que vieram a Lisboa para a cimeira informal da União Europeia que reuniu em 19 e 20 de Outubro. Os que deu agora devem ter sobrado dessa altura. Não devem ter chegado para dar aos Chefes de Estado da Cimeira de África (era muita gente), por isso deu agora os que tinha em stock.
Podia ter escolhido outra prenda que poderia ser um par de patins, assim sempre podiam ser corridos todos mais depressa.

Prenda de Natal para a Juventude


Depois de governos anteriores terem tirado o credito jovem bonificado e arranjado um outro sistema para apoiar os jovens para o aluguer de casa, os "socialistas" preparam-se para dar mais uma prenda a estes mesmos jovens e vão alterar a lei que regula este mesmo incentivo, alterando os seus critérios. Só para se perceber bem, a grande maioria dos jovens candidatos ao subsidio vai deixar de o ser e para cumulo serão precisamente aqueles que menos ganham que vão deixar de o receber.
Decorreu ontem em Lisboa, Porto e Coimbra protestos contra este novo sistema de apoio ao arrendamento jovem, cujas candidaturas da primeira fase foram alargadas até ao próximo dia 28. Os jovens envolvidos nessas acções contestaram as regras do programa, nomeadamente os tectos máximos definidos para as rendas a apoiar, considerando-os "perfeitamente irrealistas".O Porta 65 veio substituir, este ano, o Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ), e ao contrário do anterior programa (que chegava a comparticipar as rendas em 75%), o actual apenas comparticipa até metade do valor, e dentro de determinadas condições.Se for um T1 em Lisboa, a renda não pode ser superior a 340 euros por mês. Se for no Porto, só pode ir até 220 euros, segundo a portaria do novo programa."Os valores agora propostos foram definidos com base numa análise objectiva, tendo em conta os dados do INE e a informação de que o Instituto da Habitação dispunha dos contratos do IAJ do ano anterior", disse o secretário de Estado João Ferrão.
Mas que raio de tectos são estes. Onde e que estes senhores vivem para pensarem que existem rendas em Lisboa ou no Porto por estes preços. Dão com uma mão e tiram ao mesmo tempo com as duas. Ficam mais pobres os pobres dos jovens. E ainda querem eles que se aumente a população. Por este motivo e por muitos outros e que os jovens cada vez casam menos e se o fazem ficam a viver em casa dos pais. Estes "socialistas" dão com cada prenda de Natal.