terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A Força do Porto


Nunca aqui no meu Blog falei do meu clube do coração. Chegados quase ao Natal ele continua invencível. Vai na frente com sete pontos de distancia do seu eterno rival da Luz. Mas este clube não para. Sempre atento a iniciativas capazes de contribuírem para a difusão universal, o F.C. Porto decidiu associar-se ao projecto «Dragões em África», que consiste numa expedição cuja finalidade principal é fazer chegar uma mensagem do presidente Jorge Nuno Pinto da Costa às delegações de Luanda (Angola) e Maputo (Moçambique) e assim fortalecer o sentido de expansão azul e branco. Nunca pensei que este meu clube tivesse tantos adeptos por aquelas bandas, mas de facto assim acontece. Segundo o relato de uma amigo meu a trabalhar por Luanda que me diz que o Porto tem junto da população local uma forte implantação, talvez mais que o Benfica.

Determinado a enaltecer a dimensão universal do F.C. Porto, o projecto «Dragões em África» permitirá certamente fazer vibrar de emoção os muitos adeptos azuis e brancos distribuídos pelas 45ª e 57ª delegações do clube em África.

E assim se vai tornando este clube, num dos maiores clubes do mundo, por certo não seremos os seis milhões de adeptos que uns e outros dizem ter mas de vitoria em vitoria iremos ultrapassar os que se dizem os maiores do mundo. Estou certo disso.

Militante do PCP s/ serviço religioso


Esta está de gritos, em Silves a igreja local recusou-se a prestar o serviço fúnebre a uma militante do PCP. Parece que a igreja faz distinções entre o seu rebanho, há aqueles que por terem outras convicções politicas são castigados na hora da morte. Julguei estar a ler o jornal do principio do século XIX, mas não, esta foi mesmo verdade. A igreja demonstra assim o seu total desprezo pelas pessoas que não prestando vassalagem aos seus dogmas não respeita as suas convicções politicas ou religiosas. Somos um estado laico e como tal estes senhores padres e afins devem respeitar a diferença entre religião e politica.

Bem faço eu que dessa corja quero distancia (padres, bispos papas) tenho as minhas convicções mas essas ficam mesmo para mim. Só mesmo um Mr. Benn Papa para nos fazer rir.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Já estamos Habituados


No passado fim de semana teve lugar no Seixal a Conferência Nacional do PCP sobre o lema" Outro Rumo - Nova Política - Ao serviço do País", sobre questões económicas e sociais.

Lá estiveram presentes mais de 1200 delegados vindos de todo o país e muitos milhares de militantes e simpatizantes do PCP. Muitas intervenções foram feitas. Muitos problemas foram apontados, mas muitas soluções foram encontradas para a mudança que urge ser feita para uma política que governe a pensar no povo.

Mas o mais engraçado disto tudo é que sendo o acontecimento político mais importante ocorrido no fim de semana passado os órgãos de informação não deram qualquer destaque a esta Conferência. Continuo na minha, querem calar a voz dos comunistas. Para estes senhores é importante que não apareçam, nem que as suas propostas sejam conhecidas do povo, assim podem dizer sempre que não existe mais nenhuma alternativa. Estamos habituados a estas situações mas é revoltante que as nossas televisões e a nossa imprensa escrita, passem só o que mais interessa ao poder instalado. Isto é vergonhoso e escandaloso. Temos de dar a volta a isto. Cada vez mais devemos esclarecer e informar, essa é a nossa missão. Porque nem todos os partidos são iguais. O meu não é.

É preciso e é urgente uma política diferente.

Ainda sobre a Expulsão de Luisa Mesquita

Deixo aqui a nota da Direcção Regional de Santarém do PCP sobre a expulsão de Luísa Mesquita, para que se perceba melhor quem fala verdade.
"1. A atitude partidária adoptada por Luísa Mesquita, de ostensivo incumprimento de princípios estatutários, de compromissos políticos e éticos assumidos e de afrontamento ao Partido, com recurso a calúnias e à mentira, é incompatível com a sua qualidade de membro do PCP.
2. A decisão tomada pelo secretariado da DORSA, de expulsão de Luísa Mesquita, culmina um longo processo de confronto com o partido a que pertence, iniciado com a recusa, em Junho de 2006, de colocar o seu lugar de deputada à disposição, em ruptura com o que havia assumido com o Partido, e marcado por um crescente distanciamento partidário e hostilização pública.
3. A assunção por cada membro do Partido dos mandatos exercidos em sua representação, vistos como uma tarefa e expressão da intervenção colectiva e não como um emprego ou forma de vida pessoal, constituiu um dos princípios fundamentais do funcionamento do Partido, que marca o carácter distintivo dos comunistas face ao poder e ao seu exercício. A recusa de Luísa Mesquita representou, assim, uma grave violação de princípios fundamentais do funcionamento do Partido e um desrespeito por compromissos éticos e políticos.A violação destes compromissos, traduzida na quebra de vínculos de confiança política que não podem deixar de existir entre o Partido e os seus eleitos, conduziu a alterações de responsabilidades de Luísa Mesquita no Grupo Parlamentar, no quadro de um esforço de procura de soluções, que possibilitassem não apenas a continuação da sua integração no trabalho, mas também a reflexão pela própria da sua atitude perante o Partido.Desde então, a atitude de Luísa Mesquita tem-se traduzido numa postura de crescente afrontamento ao Partido, numa ostensiva acção desenvolvida à margem do Grupo Parlamentar (ausência às reuniões do grupo e jornadas parlamentares, bem como ao trabalho da comissão para onde fora indicada) e da Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP (organismo a que tem faltado sistematicamente) e na multiplicação de declarações que atingem o Partido.
4. Luísa Mesquita mente, e ao mentir atinge o Partido, quando nega a ausência de um compromisso que a mera leitura dos Estatutos do Partido a que pertencia explicitamente refere. Perante a impossibilidade de negar o inegável, Luísa Mesquita presta-se ao papel de quem, perante a confirmada prova de um compromisso rubricado pela sua mão, atribui à sua assinatura um valor de «pró-forma» elucidativo do valor que atribui à sua própria palavra.Luísa Mesquita mente, e ao mentir atinge o Partido, quando insinua que foi posta perante factos consumados e sem respeito pela sua situação e problemas. Ao contrário da caluniosa acusação de que foi tratada como «mulher-a-dias», a verdade é que, perante as questões concretas colocadas quanto à sua actividade profissional (designadamente, a que decorria da interrupção da sua carreira como professora e das consequências que daí resultariam quanto a um seu não desejado regresso à escola e à incidência financeira das alterações das regras para a aposentação), o PCP não só as examinou como lhe apresentou soluções concretas que lhe davam resposta: a possibilidade de desempenhar tarefas profissionais com conteúdo político, aproveitando a sua experiência em áreas como a educação e cultura, o que obviaria a um regresso à escola; o acordo em que ficasse a receber até ao momento da reforma - para que não se verificasse um abaixamento do seu rendimento - um valor da subvenção vitalícia que a Assembleia da República lhe atribuiria (correspondente a este objectivo), subvenção que, de acordo com o princípio partidário de os seus eleitos não serem prejudicados ou beneficiados pelos exercício de cargos públicos, deveria pertencer ao Partido. Luísa Mesquita mente e, ao mentir, atinge o Partido, quando, para justificar a realização de um programa parlamentar próprio, em concorrência e afronta com as jornadas parlamentares do PCP, afirma só delas ter tido conhecimento na véspera. Afirmação desmentida não só pelo texto da agenda parlamentar, distribuída a todos os deputados com larga antecedência, mas também pelas declarações da própria, que 10 dias antes (30 de Setembro) afirmou à Lusa a sua decisão de nelas não participar.
5. O processo de verificação das suas atitudes e de apuramento do seu comportamento partidário, desencadeado pela DORSA do PCP, obteve por parte de Luísa Mesquita um premeditado e ostensivo alheamento.Convocada, com dias alternativos, para uma avaliação da sua actividade de desrespeito pelos Estatutos do PCP, Luísa Mesquita não só os ignorou e deixou sem resposta como publicamente declarou nada mais ter a falar com o Partido. O processo de avaliação do seu comportamento político e a sua tramitação, na qual se considera o direito de resposta e de exercício de defesa e contestação, não obteve da parte da própria qualquer sinal.
6. Perante a persistente intenção de usurpar um mandato que lhe não pertence, o PCP reafirma que o respeito por princípios éticos e políticos, pautados pelo elementar critério de dignidade pessoal e respeito pelos valores colectivos, exigem que Luísa Mesquita coloque à disposição do Partido que a elegeu os lugares que exerce em sua representação, restituindo assim o mandato à força política e ao projecto que lho facultou.
7. O PCP reafirma, junto dos trabalhadores e da população do concelho de Santarém e do distrito, a sua determinação, honrando os compromissos políticos e eleitorais apresentados, de prosseguir a intervenção."
Nota tirada do Jornal Avante de dia 29 de Novembro de 2007

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Expulsão de Luísa Mesquita

Fui eleito durante 8 anos na Assembleia de Freguesia da Graça e pela minha cabeça nunca passou o facto de o lugar que exerci ser "meu".Fiz parte de uma lista da CDU que tinha um determinado projecto e sobre o qual se apresentou aos munícipes. Muitas divergências na altura tive, mas como militante comunista coloquei sempre o entendimento colectivo em detrimento do pessoal, a vontade da maioria deveria sempre ser respeitada. Só assim compreendo o respeito e entendimento que faço deste partido a que pertenço. Muitas vezes as minhas posições não foram aceites pela maioria dos outros camaradas no entanto sempre acatei as decisões tomadas pela maioria. Sou uma pessoa justa e nunca por nunca usei desse meu lugar de eleito para beneficio próprio ou de outros.
Vêm isto a propósito da expulsão de Luísa Mesquita do PCP. Todos os eleitos comunistas sabem que os lugares públicos não são seus mas do colectivo. Ela também o sabia. Agiu de má fé ao mentir sobre o seu partido. Tal como aconteceu com Abílio Fernandes e Odete Santos, também eles saíram de deputados porque o colectivo partidário assim o entendeu e eles o aceiram. A direcção do partido, e a meu ver correctamente, está empenhada numa renovação de quadros. E Luísa Mesquita também o sabe. Sempre fui contra aqueles que estando em determinados cargos se apoderam deles e de lá não querem sair. Esta expulsão pecou no meu ponto de vista por tardia, porque ao não se cumprir os estatutos entra-se em ruptura com os princípios estatutários a que qualquer militante dá o seu consentimento quando entra para este ou outro partido. Existem regras a ser cumpridas. Infelizmente Luísa Mesquita não as cumpriu. E se há coisas que a mim me chocam uma delas é a mentira. E ela está a mentir, os documentos o provam.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Mudança das Leis Eleitorais


PS e PSD retomam negociações com vista à mudança das leis eleitorais, quer para a Assembleia da Republica, quer para as Autarquias.Os líderes parlamentares do PS, Alberto Martins, e do PSD, Pedro Santana Lopes, retomam, assim, as negociações. No fundo o que estes dois paridos querem é se perpetuar no poder. É grave, muito grave que o voto expresso pelos eleitores não seja respeitado. Querem estes dois partidos ganhar na secretaria e pela nova lei o que nas urnas não conseguirem, arranjando assim um cozinhado em que obtêm maiorias absolutas sem as terem. É preciso que o povo esteja atento contra estas manobras de bastidores, os partidos mais pequenos ficam gravemente prejudicados se esta lei for aprovada. Não se podem estes senhores esquecer que se o povo não quer dar maioria a nenhum dos partidos há que respeitar essa vontade. Isto é o posso, quero e mando. E depois digam lá se não são os dois iguais.

A idade não perdoa

Mário Soares diz que o PS devia governar «um bocadinho mais à esquerda». Numa entrevista à TSF e Diário de Notícias, o antigo Presidente da República confessa-se preocupado com desigualdades que considera serem cada vez maiores em Portugal. Soares afirma ainda que José Sócrates é um anti-Gueterres (esta não percebi, podia explicar melhor).
E mais, o senhor sente-se chocado com as desigualdades sociais existente em Portugal e que diz que se agravaram nos últimos anos.
Mas que grande contradição, por um lado diz que a vida se têm agravado para os Portugueses nos últimos anos mas por outro diz que José Sócrates é um homem determinado e com coragem.
Determinado em quê ???
Corajoso contra quem ???
Remata este "senador" da nação que o balanço de governação é positivo.
Bem, em que é que ficamos ???
E o que é isso de governar um "bocadinho mais à esquerda".
Ou se governa para a maioria dos Portugueses ou se governa para uma minoria, que parece que é o que vêm acontecendo ultimamente.
Só se compreende estas declarações, pelo facto de já algum tempo ele não aparecer em publico para dizer nada e como gosta de aparecer disse qualquer coisinha. Faz-me lembrar o Manuel Alegre na Assembleia na Republica que vota a favor do orçamento fazendo uma declaração de voto - Voto a favor mas sou contra.
Vá se lá entender estes "senadores".