sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Já estamos Habituados


No passado fim de semana teve lugar no Seixal a Conferência Nacional do PCP sobre o lema" Outro Rumo - Nova Política - Ao serviço do País", sobre questões económicas e sociais.

Lá estiveram presentes mais de 1200 delegados vindos de todo o país e muitos milhares de militantes e simpatizantes do PCP. Muitas intervenções foram feitas. Muitos problemas foram apontados, mas muitas soluções foram encontradas para a mudança que urge ser feita para uma política que governe a pensar no povo.

Mas o mais engraçado disto tudo é que sendo o acontecimento político mais importante ocorrido no fim de semana passado os órgãos de informação não deram qualquer destaque a esta Conferência. Continuo na minha, querem calar a voz dos comunistas. Para estes senhores é importante que não apareçam, nem que as suas propostas sejam conhecidas do povo, assim podem dizer sempre que não existe mais nenhuma alternativa. Estamos habituados a estas situações mas é revoltante que as nossas televisões e a nossa imprensa escrita, passem só o que mais interessa ao poder instalado. Isto é vergonhoso e escandaloso. Temos de dar a volta a isto. Cada vez mais devemos esclarecer e informar, essa é a nossa missão. Porque nem todos os partidos são iguais. O meu não é.

É preciso e é urgente uma política diferente.

Ainda sobre a Expulsão de Luisa Mesquita

Deixo aqui a nota da Direcção Regional de Santarém do PCP sobre a expulsão de Luísa Mesquita, para que se perceba melhor quem fala verdade.
"1. A atitude partidária adoptada por Luísa Mesquita, de ostensivo incumprimento de princípios estatutários, de compromissos políticos e éticos assumidos e de afrontamento ao Partido, com recurso a calúnias e à mentira, é incompatível com a sua qualidade de membro do PCP.
2. A decisão tomada pelo secretariado da DORSA, de expulsão de Luísa Mesquita, culmina um longo processo de confronto com o partido a que pertence, iniciado com a recusa, em Junho de 2006, de colocar o seu lugar de deputada à disposição, em ruptura com o que havia assumido com o Partido, e marcado por um crescente distanciamento partidário e hostilização pública.
3. A assunção por cada membro do Partido dos mandatos exercidos em sua representação, vistos como uma tarefa e expressão da intervenção colectiva e não como um emprego ou forma de vida pessoal, constituiu um dos princípios fundamentais do funcionamento do Partido, que marca o carácter distintivo dos comunistas face ao poder e ao seu exercício. A recusa de Luísa Mesquita representou, assim, uma grave violação de princípios fundamentais do funcionamento do Partido e um desrespeito por compromissos éticos e políticos.A violação destes compromissos, traduzida na quebra de vínculos de confiança política que não podem deixar de existir entre o Partido e os seus eleitos, conduziu a alterações de responsabilidades de Luísa Mesquita no Grupo Parlamentar, no quadro de um esforço de procura de soluções, que possibilitassem não apenas a continuação da sua integração no trabalho, mas também a reflexão pela própria da sua atitude perante o Partido.Desde então, a atitude de Luísa Mesquita tem-se traduzido numa postura de crescente afrontamento ao Partido, numa ostensiva acção desenvolvida à margem do Grupo Parlamentar (ausência às reuniões do grupo e jornadas parlamentares, bem como ao trabalho da comissão para onde fora indicada) e da Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP (organismo a que tem faltado sistematicamente) e na multiplicação de declarações que atingem o Partido.
4. Luísa Mesquita mente, e ao mentir atinge o Partido, quando nega a ausência de um compromisso que a mera leitura dos Estatutos do Partido a que pertencia explicitamente refere. Perante a impossibilidade de negar o inegável, Luísa Mesquita presta-se ao papel de quem, perante a confirmada prova de um compromisso rubricado pela sua mão, atribui à sua assinatura um valor de «pró-forma» elucidativo do valor que atribui à sua própria palavra.Luísa Mesquita mente, e ao mentir atinge o Partido, quando insinua que foi posta perante factos consumados e sem respeito pela sua situação e problemas. Ao contrário da caluniosa acusação de que foi tratada como «mulher-a-dias», a verdade é que, perante as questões concretas colocadas quanto à sua actividade profissional (designadamente, a que decorria da interrupção da sua carreira como professora e das consequências que daí resultariam quanto a um seu não desejado regresso à escola e à incidência financeira das alterações das regras para a aposentação), o PCP não só as examinou como lhe apresentou soluções concretas que lhe davam resposta: a possibilidade de desempenhar tarefas profissionais com conteúdo político, aproveitando a sua experiência em áreas como a educação e cultura, o que obviaria a um regresso à escola; o acordo em que ficasse a receber até ao momento da reforma - para que não se verificasse um abaixamento do seu rendimento - um valor da subvenção vitalícia que a Assembleia da República lhe atribuiria (correspondente a este objectivo), subvenção que, de acordo com o princípio partidário de os seus eleitos não serem prejudicados ou beneficiados pelos exercício de cargos públicos, deveria pertencer ao Partido. Luísa Mesquita mente e, ao mentir, atinge o Partido, quando, para justificar a realização de um programa parlamentar próprio, em concorrência e afronta com as jornadas parlamentares do PCP, afirma só delas ter tido conhecimento na véspera. Afirmação desmentida não só pelo texto da agenda parlamentar, distribuída a todos os deputados com larga antecedência, mas também pelas declarações da própria, que 10 dias antes (30 de Setembro) afirmou à Lusa a sua decisão de nelas não participar.
5. O processo de verificação das suas atitudes e de apuramento do seu comportamento partidário, desencadeado pela DORSA do PCP, obteve por parte de Luísa Mesquita um premeditado e ostensivo alheamento.Convocada, com dias alternativos, para uma avaliação da sua actividade de desrespeito pelos Estatutos do PCP, Luísa Mesquita não só os ignorou e deixou sem resposta como publicamente declarou nada mais ter a falar com o Partido. O processo de avaliação do seu comportamento político e a sua tramitação, na qual se considera o direito de resposta e de exercício de defesa e contestação, não obteve da parte da própria qualquer sinal.
6. Perante a persistente intenção de usurpar um mandato que lhe não pertence, o PCP reafirma que o respeito por princípios éticos e políticos, pautados pelo elementar critério de dignidade pessoal e respeito pelos valores colectivos, exigem que Luísa Mesquita coloque à disposição do Partido que a elegeu os lugares que exerce em sua representação, restituindo assim o mandato à força política e ao projecto que lho facultou.
7. O PCP reafirma, junto dos trabalhadores e da população do concelho de Santarém e do distrito, a sua determinação, honrando os compromissos políticos e eleitorais apresentados, de prosseguir a intervenção."
Nota tirada do Jornal Avante de dia 29 de Novembro de 2007

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Expulsão de Luísa Mesquita

Fui eleito durante 8 anos na Assembleia de Freguesia da Graça e pela minha cabeça nunca passou o facto de o lugar que exerci ser "meu".Fiz parte de uma lista da CDU que tinha um determinado projecto e sobre o qual se apresentou aos munícipes. Muitas divergências na altura tive, mas como militante comunista coloquei sempre o entendimento colectivo em detrimento do pessoal, a vontade da maioria deveria sempre ser respeitada. Só assim compreendo o respeito e entendimento que faço deste partido a que pertenço. Muitas vezes as minhas posições não foram aceites pela maioria dos outros camaradas no entanto sempre acatei as decisões tomadas pela maioria. Sou uma pessoa justa e nunca por nunca usei desse meu lugar de eleito para beneficio próprio ou de outros.
Vêm isto a propósito da expulsão de Luísa Mesquita do PCP. Todos os eleitos comunistas sabem que os lugares públicos não são seus mas do colectivo. Ela também o sabia. Agiu de má fé ao mentir sobre o seu partido. Tal como aconteceu com Abílio Fernandes e Odete Santos, também eles saíram de deputados porque o colectivo partidário assim o entendeu e eles o aceiram. A direcção do partido, e a meu ver correctamente, está empenhada numa renovação de quadros. E Luísa Mesquita também o sabe. Sempre fui contra aqueles que estando em determinados cargos se apoderam deles e de lá não querem sair. Esta expulsão pecou no meu ponto de vista por tardia, porque ao não se cumprir os estatutos entra-se em ruptura com os princípios estatutários a que qualquer militante dá o seu consentimento quando entra para este ou outro partido. Existem regras a ser cumpridas. Infelizmente Luísa Mesquita não as cumpriu. E se há coisas que a mim me chocam uma delas é a mentira. E ela está a mentir, os documentos o provam.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Mudança das Leis Eleitorais


PS e PSD retomam negociações com vista à mudança das leis eleitorais, quer para a Assembleia da Republica, quer para as Autarquias.Os líderes parlamentares do PS, Alberto Martins, e do PSD, Pedro Santana Lopes, retomam, assim, as negociações. No fundo o que estes dois paridos querem é se perpetuar no poder. É grave, muito grave que o voto expresso pelos eleitores não seja respeitado. Querem estes dois partidos ganhar na secretaria e pela nova lei o que nas urnas não conseguirem, arranjando assim um cozinhado em que obtêm maiorias absolutas sem as terem. É preciso que o povo esteja atento contra estas manobras de bastidores, os partidos mais pequenos ficam gravemente prejudicados se esta lei for aprovada. Não se podem estes senhores esquecer que se o povo não quer dar maioria a nenhum dos partidos há que respeitar essa vontade. Isto é o posso, quero e mando. E depois digam lá se não são os dois iguais.

A idade não perdoa

Mário Soares diz que o PS devia governar «um bocadinho mais à esquerda». Numa entrevista à TSF e Diário de Notícias, o antigo Presidente da República confessa-se preocupado com desigualdades que considera serem cada vez maiores em Portugal. Soares afirma ainda que José Sócrates é um anti-Gueterres (esta não percebi, podia explicar melhor).
E mais, o senhor sente-se chocado com as desigualdades sociais existente em Portugal e que diz que se agravaram nos últimos anos.
Mas que grande contradição, por um lado diz que a vida se têm agravado para os Portugueses nos últimos anos mas por outro diz que José Sócrates é um homem determinado e com coragem.
Determinado em quê ???
Corajoso contra quem ???
Remata este "senador" da nação que o balanço de governação é positivo.
Bem, em que é que ficamos ???
E o que é isso de governar um "bocadinho mais à esquerda".
Ou se governa para a maioria dos Portugueses ou se governa para uma minoria, que parece que é o que vêm acontecendo ultimamente.
Só se compreende estas declarações, pelo facto de já algum tempo ele não aparecer em publico para dizer nada e como gosta de aparecer disse qualquer coisinha. Faz-me lembrar o Manuel Alegre na Assembleia na Republica que vota a favor do orçamento fazendo uma declaração de voto - Voto a favor mas sou contra.
Vá se lá entender estes "senadores".

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Os Oportunistas e os Outros


Existem e sempre existirão os chamados oportunistas. Em relação á marcação da Greve Geral proposta pela Frente Comum dos Sindicatos afecta á CGTP-IN e que teve a adesão de todas as outras estruturas sindicais afectas á UGT, queria dizer que sexta é um dia como outro qualquer. Se tivesse que ser uma quinta feira era quinta, mas todos decidiram que seria uma sexta-feira.
E onde está o problema ?
Engraçado ouvir certos comentadores próximos dos Rosinhas e dos Laranjinhas a dizerem que os F.P. aproveitariam este dia para ir fazer as compras de Natal.
Bem esta está de mais. Pena é que estes mesmos senhores não tenham a noção de que o salário médio da F.P. anda á volta dos 650 Euros. Não estou a falar do peixe graúdo que têm grandes ordenadões e que é colocado na F.P. por propostas partidárias ( e que até não faz greve e se a fizer são estes os chamados oportunistas), estou a falar de muitos e muitos milhares de F.P. que recebem pouco mais do que ordenado mínimo nacional. Esses por certo não vão ás compras para o Natal, assim como os demais trabalhadores do sector privado que ganham pouco mais que 500 Euros. Se pensam que é com este grande ordenado que se podem fazer compras extras de prendas, não me importava de trocar por exemplo com o Marcelo Rebelo de Sousa ou com o José Miguel Júdice o meu ordenado. Talvez assim eu e outros como eu tivéssemos de facto um Natal com prendas. E eles que tentassem governar-se com o salário médio da maioria dos trabalhadores e iam ver se faziam compras de Natal.

Estes senhores deviam ter vergonha do que dizem.

Greve Geral na Função Publica

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública convocou para o próximo dia 30 de Novembro, uma greve geral e nacional de trabalhadores da Administração Pública, para exigir melhores salários, uma verdadeira negociação das condições de trabalho e contrariar a destruição dos Serviços Públicos.
Deste modo, a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública e os Sindicatos da Função Pública do Norte, do Centro, do Sul e Açores e dos Consulados e Missões Diplomáticas iniciaram já o processo de mobilização dos trabalhadores que representam para a participação nesta nova jornada de luta.
Numa altura em que o Governo se mostra intransigente no que toca aos aumentos salariais, tentando impor percentagens que confirmam a perda de poder de compra já registada em anos anteriores; numa altura em que se perspectiva a entrada em vigor de um novo sistema de avaliação de desempenho que é apenas e só um instrumento de coacção dos trabalhadores; numa altura em que se prepara a destruição do vínculo público e dos sistemas de carreiras e de remunerações, a luta dos trabalhadores da Administração Pública é determinante.