segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Força Pedro - A Luta não pode parar.


Vi a entrevista do Pedro Namora na Sic Noticias este fim de semana e não fiquei indiferente. É qualquer coisa de revoltante alguém denunciar um determinado facto e em vez de serem os outros os alvos de suspeitas, neste caso os poderosos, e porque têm dinheiro para o fazer, fica quem denuncia sobre suspeita. Já foram 8 processos instaurados em que pelo que ouvi de todos foi absolvido. Quer dizer quem anda a violar crianças que nem a julgamento foi, fica só com o estatuto de arguido e quem de facto têm se dado ao trabalho de denunciar esta corja de malfeitores, mal formados e a precisarem de tratamentos médico, (químico, diga-se de passagem) é que vai a julgamento. Estou como dizia o Namora, desacredito por completo na justiça que temos. Sempre disse que sou contra a pena de morte, imaginem se ela fosse instaurada cá, quem tinha dinheiro safava-se sempre por mais grave que fosse o seu crime, quem não tinha ia dentro e sujeitava-se a morrer. Longe vão os tempos da inquisição, mas o que me parece é que neste momento temos ai a inquisição a funcionar no seu pleno. Compadrio, ajudas, favorecimentos, pagamentos de favores, no fundo penso ser isto tudo que está em causa. Por isso está tudo com o rabo preso e todos se ajudam uns aos outros e o processo não avança.
Deixei de acreditar na justiça neste país. Vivo aqui infelizmente, e tento me adaptar sem nunca me resignar e me calar contra as injustiças. Ainda bem que existem pessoas como o Pedro Namora que não se calam nem se intimidam também.
Força porque tens uma grande, grande luta pela frente, eles são poderosos mas penso que o povo aos poucos vai abrindo os olhos e estão todos do vosso lado. A Luta Continua.
As crianças deste país agradecem-te.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Um Mar de Gente na EXPO











Mais de 200.000 mil estiveram na rua na jornada de luta convocada pela CGTP IN, a maior manif depois do 25 de Abril em Portugal. Isto quer dizer alguma coisa.
Pois é "amigo" José, com esta não contavas, julgavas que eram uns "arroaceiros" que vinham para a expo dizer meia dúzia de palavras a medo. Pois mas medo foi o que não vi nas gargantas daquele mar de gente. Contra factos não há argumentos. Manda filmar agora todos aqueles que lá estiveram, manda tirar as impressões digitais, manda os policias a casa de cada um deles. Eles perseguem-te os "comunas" como tu dizes. Ainda não percebeste porque né.
Abre os olhos José e deixa-te de fazeres politicas de direita com a carapuça de seres de esquerda. A quem queres tu enganar. Aquele povo todo que esteve na rua hoje, NÃO ENGANAS. Isso te digo eu.
Com esta grande manif ficou provado que a CGTP-IN têm razão e os trabalhadores estão atentos.
A luta Vai Continuar.

2 Milhões de Pobres em Portugal


A pobreza é envergonhada e normalmente passa ao lado que quem passa por ela todos os dias. Basta um pouco de atenção e vermos com olhos de ver para começarmos a ver aquilo que muitas das vezes alguém envergonhado tenta esconder. Os Pobres de hoje em dia, como os de outros dias e de todos os tempos, não serão tanto aqueles que nos estendem as mãos na rua pedindo uma moeda. Os verdadeiros pobres não pedem. Têm vergonha. Porque a maioria trabalha e muito, mas o que fazer quando o rendimento que auferem não lhes chega até ao final do mês para conseguirem pagar as despesas do dia a dia. Não nos enganem com a história de que vivemos a cima das nossas possibilidades, porque estes pobres de que estou a falar não compram roupa Armani, nem bens alimentares importados, nem vão a concertos, cinema ou teatro. Sofrem sozinhos e pensam se vão ter comida na mesa amanhã. Muitos e cada vez mais vejo irem á farmácia não aviando os medicamentos todos, escolhendo só aquele medicamento que pensam eles que faz mais falta. Esta é a realidade deste meu País, onde os reformados são cada vez mais esquecidos e abandonados, onde quem trabalha por conta de outrem sofre silencioso porque não pode dizer ao patrão que o dinheiro que recebe ao fim do mês não chega, pois arriscam-se a ser despedido. Triste vai este meu Povo.
No dia em que o INE veio revelar que 32% da população activa entre os 16 e os 64 anos seria pobre (para além daqueles que já o são de fato), se não dispusesse de apoios do Estado, nesse dia, o primeiro-ministro Sócrates não veio a público falar de rankings como fez a semana passada a propósito das notícias sobre o «governo electrónico», que colocam Portugal em 3.º lugar quanto a «disponibilidade dos serviços públicos on-line» e em 4.º lugar quanto à «sofisticação desses serviços». Terá sido porque a sopa dos pobres ainda não está disponível na Internet...

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Dia 18 Todos à Manif

Por uma Europa mais solidária para todos. Por uma politica social com direitos. Por uma vida melhor para quem trabalha. O Governo do PS têm aprofundado as desigualdades e as injustiças sociais. O desemprego, a precariedade, os baixos salários e reformas são as constantes violações dos direitos e liberdade sindical, é a degradação dos serviços públicos.
Basta de Injustiças! Temos de mudar de política para uma vida melhor.
Querem agravar ainda mais com esta história da flexigurança e as suas propostas de alteração, para pior, do Código de Trabalho.
Vamos transformar esta jornada de luta na maior manifestação de sempre contra o Governo para que de uma vez por todas o nosso José e a corja de psedo "socialistas" e seus apêndices vejam que o povo não têm medo e que nem com intimidações nos fazem calar a nosso revolta.

Amanhã vamos dar uma prova da nossa força, unidos seremos mais fortes. Eu lá estarei também para tomar partido.

História "Ao Gosto de Quem Conta"


Tal como vem acontecendo ultimamente muita gente se quer apropriar da história de certos homens. Ao ler certas bibliografias sobre o Adriano Correia de Oliveira que vieram agora publicadas em alguns jornais aqui do nosso burgo, verifico o quanto querem enganar, reescrevendo o percurso de vida deste homem, não tanto o artístico, mas o seu percurso politico. Custa-lhes muito admitir que este grande lutador anti-fascista e militante do Partido Comunista Português o tenha sido até há hora da sua morte. Mas assim foi. Adriano foi comunista até ao fim dos seus dias. Em 1960 aderiu ao PCP e nele se manteve até morrer. Foi um homem que lutou sempre pela Liberdade pela Democracia pela justiça social, sempre ao lado do povo e muito importante sempre com o seu Partido. Foi um dos mais marcantes autores da musica de intervenção portuguesa e da canção de Coimbra.
A sua condição de comunista é inseparável do percurso e das opções que tomou ao longo da vida, de que são testemunho os inúmeros espectáculos e acções em que durante o fascismo cantou pela liberdade tendo sido uma bandeira da luta do Movimento Estudantil, o seu papel impulsionador para que grandes nomes da música portuguesa se dessem a conhecer, a sua participação no Comité Organizador da Festa do «Avante!» desde a primeira edição, o seu envolvimento militante em centenas de iniciativas do PCP onde cantou a sua música de norte a sul do país. «A única luta pelo poder em que estou empenhado é a luta para que o povo português tome o poder e que nessa luta tenha um papel determinante a actividade do aparelho político organizado que é o PCP, a que pertenço.»
Interrogo-me como passados 25 anos sobre a morte deste homem, querem omitir, esconder, inventar outras histórias, no fundo contar factos de uma história escrita por não sei quem, ao gosto pessoal de não sei quem. Esquecido por todos aqueles que hoje lhe prestam homenagem, vêm agora estes "socialistas" encarapuçados e envergonhados inventar factos históricos. Quem sabe se daqui a 25 anos o Álvaro Cunhal, para estes senhores, não teria sido um dissidente do PCP. Mas contra factos não há argumentos. Adriano era dos nossos e não dos "deles", foi e será sempre lembrado quer eles queiram ou não, como um Comunista.

Adriano Correia de Oliveira - História


Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira nasceu em Avintes, em 9 de Abril de 1942, no seio de uma família tradicionalista católica. Tirou o curso do liceu no Porto. Em Avintes iniciou-se no teatro amador e foi co-fundador da União Académica de Avintes. Em 1959 rumou a Coimbra, onde estudou Direito, tendo sido repúblico na Real República Ras-Teparta. Foi solista no Orfeon Académico de Coimbra e fez parte do Grupo Universitário de Danças e Cantares e do Círculo de Iniciação Teatral da Académica de Coimbra. Tocou guitarra no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica. No ano seguinte editou o primeiro EP acompanhado por António Portugal e Rui Pato. Em 1963 saiu o primeiro disco de vinil "Fados de Coimbra" que continha Trova do Vento que Passa, essa balada fundamental da sua carreira, com poema de Manuel Alegre, em consequência da sua resistência ao regime Salazarista, e que as suas movimentações levaram a gravar, foi o hino do movimento estudantil.
Além disso Adriano Correia de Oliveira tornou-se militante do PCP no início da década de 60. Em 1962, participou nas greves académicas e concorreu às eleições da Associação Académica, através da lista do MUD.
Em 1967 gravou o vinil "Adriano Correia de Oliveira" que entre outras canções tem Canção com lágrimas.
Quando lhe faltava uma cadeira para terminar o Curso de Direito, Adriano trocou Coimbra por Lisboa e trabalhou no Gabinete de Imprensa da Feira Industrial de Lisboa (FIL) e foi produtor da Editora Orfeu. Em 1969 editou "O Canto e as Armas" tendo todas as canções poesia de Manuel Alegre. Nesse mesmo ano ganhou o Prémio Pozal Domingues. No ano seguinte sai o disco "Cantaremos" e em 1971 "Gente d'Aqui e de Agora", que marca o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, que tinha vinte anos. José Niza foi o principal compositor neste disco que precedeu um silêncio de quatro anos. É que Adriano recusou-se a enviar os textos à Censura.
Em 1975 lançou "Que Nunca Mais", com direcção musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca. Este vinil levou a revista inglesa Music Week a elegê-lo como "Artista do Ano".
Fundou a Cooperativa Cantabril e publicou o seu último álbum, "Cantigas Portuguesas", em 1980. Em 1981 ingressa na Cooperativa "Era Nova". Em 1982, com quarenta anos, num sábado, dia 16 de Outubro, morreu em Avintes, nos braços da mãe, vitimado por uma hemorragia esofágica.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

PCP arrisca-se a ganhar as proximas Eleições

Bem, parece que os comunistas são os causadores de tanta discordia existente neste Estado de Direito. Pelo menos na boca do nosso José. Andam sempre atrás dele. Onde ele vai..., lá estão eles a manifestam-se contra a sua politica. Foi em Montemor-o-Novo , na Covilhã, e em quase em todos os locais por onde ele passa neste país. Mas a linda cidade da Covilha foi mais noticia que todos os outros locais. Neste distrito de onde é originário o nosso José, a coisa fiou mais fino. Para saberem o que se iria passar na manif convocada pelos sindicatos do distrito de Castelo Branco, alguém mandou a policia ás instalações de um sindicato para saber de ante mão quais eram os planos para o outro dia. E pensando que desmobilizavam as pessoas, intimidaram e levaram a propaganda lá existe. O objectivo era bem claro, criar o medo entre quem protesta.
Coitados enganaram-se. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro.

Ao que chega este PS. Agora querem restringir a liberdade de manifestação, controlando os trabalhadores e quem se queira manifestar. Isto é arrogância falta de democracia e principalmente uma forma muito "pidesca" de fazer politica, lembrando velhos tempos de há 40 anos atrás.
Engano o do nosso José, pois não são só os comunistas que contestam a sua politica. São muitos daqueles que votaram e acreditaram nas suas promessas.
Por isso tenha lá cuidado com o que vai dizendo é que se formos a contar "espingardas" nas próximas eleições e com tanta gente na rua, ainda o PCP se arrisca a ganhar as eleições legislativas. Cuidado José com aquilo que dizes...