quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Adriano Correia de Oliveira - História


Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira nasceu em Avintes, em 9 de Abril de 1942, no seio de uma família tradicionalista católica. Tirou o curso do liceu no Porto. Em Avintes iniciou-se no teatro amador e foi co-fundador da União Académica de Avintes. Em 1959 rumou a Coimbra, onde estudou Direito, tendo sido repúblico na Real República Ras-Teparta. Foi solista no Orfeon Académico de Coimbra e fez parte do Grupo Universitário de Danças e Cantares e do Círculo de Iniciação Teatral da Académica de Coimbra. Tocou guitarra no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica. No ano seguinte editou o primeiro EP acompanhado por António Portugal e Rui Pato. Em 1963 saiu o primeiro disco de vinil "Fados de Coimbra" que continha Trova do Vento que Passa, essa balada fundamental da sua carreira, com poema de Manuel Alegre, em consequência da sua resistência ao regime Salazarista, e que as suas movimentações levaram a gravar, foi o hino do movimento estudantil.
Além disso Adriano Correia de Oliveira tornou-se militante do PCP no início da década de 60. Em 1962, participou nas greves académicas e concorreu às eleições da Associação Académica, através da lista do MUD.
Em 1967 gravou o vinil "Adriano Correia de Oliveira" que entre outras canções tem Canção com lágrimas.
Quando lhe faltava uma cadeira para terminar o Curso de Direito, Adriano trocou Coimbra por Lisboa e trabalhou no Gabinete de Imprensa da Feira Industrial de Lisboa (FIL) e foi produtor da Editora Orfeu. Em 1969 editou "O Canto e as Armas" tendo todas as canções poesia de Manuel Alegre. Nesse mesmo ano ganhou o Prémio Pozal Domingues. No ano seguinte sai o disco "Cantaremos" e em 1971 "Gente d'Aqui e de Agora", que marca o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, que tinha vinte anos. José Niza foi o principal compositor neste disco que precedeu um silêncio de quatro anos. É que Adriano recusou-se a enviar os textos à Censura.
Em 1975 lançou "Que Nunca Mais", com direcção musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca. Este vinil levou a revista inglesa Music Week a elegê-lo como "Artista do Ano".
Fundou a Cooperativa Cantabril e publicou o seu último álbum, "Cantigas Portuguesas", em 1980. Em 1981 ingressa na Cooperativa "Era Nova". Em 1982, com quarenta anos, num sábado, dia 16 de Outubro, morreu em Avintes, nos braços da mãe, vitimado por uma hemorragia esofágica.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

PCP arrisca-se a ganhar as proximas Eleições

Bem, parece que os comunistas são os causadores de tanta discordia existente neste Estado de Direito. Pelo menos na boca do nosso José. Andam sempre atrás dele. Onde ele vai..., lá estão eles a manifestam-se contra a sua politica. Foi em Montemor-o-Novo , na Covilhã, e em quase em todos os locais por onde ele passa neste país. Mas a linda cidade da Covilha foi mais noticia que todos os outros locais. Neste distrito de onde é originário o nosso José, a coisa fiou mais fino. Para saberem o que se iria passar na manif convocada pelos sindicatos do distrito de Castelo Branco, alguém mandou a policia ás instalações de um sindicato para saber de ante mão quais eram os planos para o outro dia. E pensando que desmobilizavam as pessoas, intimidaram e levaram a propaganda lá existe. O objectivo era bem claro, criar o medo entre quem protesta.
Coitados enganaram-se. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro.

Ao que chega este PS. Agora querem restringir a liberdade de manifestação, controlando os trabalhadores e quem se queira manifestar. Isto é arrogância falta de democracia e principalmente uma forma muito "pidesca" de fazer politica, lembrando velhos tempos de há 40 anos atrás.
Engano o do nosso José, pois não são só os comunistas que contestam a sua politica. São muitos daqueles que votaram e acreditaram nas suas promessas.
Por isso tenha lá cuidado com o que vai dizendo é que se formos a contar "espingardas" nas próximas eleições e com tanta gente na rua, ainda o PCP se arrisca a ganhar as eleições legislativas. Cuidado José com aquilo que dizes...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Até Sempre COMANDANTE







Faz hoje 40 anos que mataram um revolucionário. Um homem que lutou por aquilo que acreditava e que morreu tal como desejava morrer, lutando pelos mais pobres, pelos desfavorecidos pelos explorados. Era sem duvida alguma um visionário, para o seu tempo. Hoje que passa mais um aniversário sobre a sua morte querem fazer-nos crer que se fosse vivo os ideais por que tanto lutou e morreu não seriam já os dele e que teria deixado de acreditar na Revolução Socialista tal como ele a imaginava para os povos do mundo. Pois eu digo a esses senhores que mudam de casaca consoante os seus interesses, que sempre existiram homens com carácter que não mudam quanto aos seus ideias e que ele era um deles. Os tempos são outros mas a luta essa é a mesma, as explorações continuam e se calhar de uma forma ainda mais violenta do que existiam á 40 anos atrás. Aos pseudo intelectuais que deixaram de acreditar e que se ajustam ao sistema, porque dele tiram proveito eu digo P... QUE VOS PARIU. Este homem que vocês tentam agora denegrir a imagem tentando inventar que ele já nessa altura não acreditava naquilo porque lutava não está cá para se defender, mas acreditem estão cá todos os outros que seguindo os seus passos e os seus ideais tudo farão para que não manchem a imagem daquele que para muitos foi e será sempre o COMANDANTE. O teu exemplo será seguido por gerações e gerações de homens e mulheres que acreditam num mundo novo. E esse dia chegará. Acreditem.
Viva a Revolução Socialista.
Até sempre COMANDANTE CHE - HASTA LA VICTORIA SIEMPRE

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Carta de despedida de Che a Fidel

13 Pensamentos de Che Guevara


"Lutam melhor os que têm belos sonhos."

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira."

"A farda modela o corpo e atrofia a mente"

"Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida."

"Se és capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."

"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética."

"Derrota após derrota até a vitória final."

"Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar."

"O conhecimento nos faz responsáveis."

"As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera."

"O revolucionário deve sempre ser integral. Ele deverá trabalhar todas as horas, todos os minutos de sua vida, com um interesse sempre renovado e sempre crescente. Esta é uma qualidade fundamental."

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário."

"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera."

Che Guevara: Vida e Morte de um Revolucionário

"É o meu destino : hoje devo morrer!
Mas não, a força de vontade pode superar tudo!
há obstáculos, eu reconheço!não quero sair....
Se tenho que morrer será nesta caverna (...)
Morrer, sim, mas crivado de balas, destroçado pelas baionetas
Uma recordação mais duradoura do que meu nome
É lutar, morrer lutando"

Ernesto Guevara de la Serna, janeiro de 1947.


Passam hoje 40 anos sobre a captura daquele que se viria a tornar um dos maiores mitos da história contemporânea. Aqui ficam relatados alguns fatos que marcaram esses seus últimos dias de vida.
Até sempre Comandante...
"Desde que dois bolivianos, integrantes da guerrilha comandada por Che Guevara instalada na região do Ñacahuazú, a uns 250 quilómetros ao sul de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, desertaram, os militares tiveram quase certeza que aquele a quem denominavam “Ramón”, era de fato o Che. Há dois anos, desde sua carta de despedida, lida publicamente por Fidel Castro, em outubro de 1965, que ninguém, a não ser o alto comando cubano, sabia do seu paradeiro. Em pouco tempo, assessores militares norte-americanos desembarcaram em La Paz, capital da Bolívia, para instruir o mais rápido possível um batalhão de Rangers, adestrados na contra-insurgência, capazes de sair à caça dos guerrilheiros. As certezas da CIA e das autoridades bolivianas, da presença de Che, aumentaram ainda mais quando capturaram, em Muyupampa, um vilarejo no sul do país, no dia 20 de abril de 1967, o intelectual francês Regis Debray, um agente de ligação de Fidel com Che, e o argentino Ciro Bustos. Tornou-se evidente que a presença dos dois estrangeiros se devia a razões de um plano mais vasto de operações militares. Debray, depois de torturado, confessou que “Ramón” era mesmo o Che.Entrementes, Che havia dividido seus homens - formado em sua maioria por cubanos, alguns bolivianos, um par de peruanos e uma mulher, Tânia, uma teuto - argentina que integrara-se na luta - em duas colunas, a de Joaquim e a dele. O grupo de Joaquim foi exterminado em Vado del Yeso, quando tentava atravessar os rios Acero e Oro. O de Guevara, reduzido a 17 homens, foi cercado, no 11º mês de manobras, num canyon em La Higuera, pelas tropas do capitão Gary Prado, no dia 8 de outubro de 1967. Depois de intenso tiroteio, com sua arma avariada e com a perna trespassada por uma bala, Che Guevara rendeu-se. Sua aparência era assustadora, parecia um mendigo, magro, sujo e esfarrapado. Levaram-no para um casebre em La Higuera que servia como escola rural. Lá, na tétrica companhia dos cadáveres de dois jovens guerrilheiros cubanos, ele passou sua última noite. Foi interrogado pelo ten-cel. Andrés Selich ao qual apenas confessou ter sido derrotado, lamentando que nenhum camponês boliviano tenha aderido aos seus propósitos.No dia seguinte, 9 de outubro, por rádio, veio a ordem de La Paz para que o executassem. O agente cubano-americano da CIA, Félix Rodrigues, desejava levar Che como prisioneiro para o Panamá para interrogá-lo, mas o Gen. René Barrientos, presidente da Bolívia, fora muito claro.Coube ao sargento Mário Terán, disparar-lhe uma rajada de balas quando Che ainda estava deitado no chão batido da escola. Morreu aos 39 anos. Removeram-no para Vallegrande onde foi exposto sobre umas pias da lavandeira de um pequeno hospital. Lá amputaram-lhe as mãos para conferir com suas digitais existentes na Argentina. Antes, tiram várias fotos. Surpreendentemente ele, ferido e estirado, parecia-se com uma daquelas telas do Barroco que retratam o Cristo caído. Seu olhar fixo parecia tranquilo, como se não fosse surpreendido pelo desastre. Consumava-se assim a sua ideia da morte como martírio. Ele, e mais sete outros, foram enterrados numa cova anónima nas proximidades do pequeno aeroporto de Vallegrande, sob o mais absoluto sigilo. Durante os 28 anos seguintes ninguém manifestou-se a respeito, até que o Gen. reformado Mário Vargas Salinas informou ao jornalista Jon Lee Anderson aonde jogaram o cadáver. Depois de dois anos de escavações, peritos cubanos e argentinos, encontraram finalmente seus ossos. Foram transladados para Cuba, onde foram recebidos por Fidel e Raul Castro com honras de estado. Nesses trinta anos que se passaram Che Guevara havia deixado a História para adentrar na Mitologia da América Latina" e porque não dize-lo do Mundo.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Vira o Disco e Toca o Mesmo


Neste ultimo mês assistiu-se a mais umas eleições directas dentro do PSD, mas desta vez com dois candidatos, um dito do aparelho, mais do lado dos barões, (sem que estes se tenham visto) e outro mais populista, tipo Portas, quando este andava pelas feiras. Bem depois de muita polémica pelo meio e de acusações mutuas, os militantes lá escolheram quem querem de momento á frente do "maior" partido da oposição.
Mas que oposição !!!! Como se algum destes senhores pudesse fazer oposição criando uma alternativa para aquilo que fariam do mesmo modo . Ou melhor dizendo, para aquilo que teriam feito caso tivessem tido coragem, quando lá estiveram. Mas agora está tudo muito mais facilitado o PS fez o jeito á direita. E esta anda ás aranhas porque não sabe como voltar para o poleiro. Pois é meus amigos, não se criam alternativas quando se é igual. Vai-se embora o Marques, vêm o Menezes (que sempre é mais alto), isto é como diz o povo "mudou o cheiro, mas ........ é toda igual.
Talvez nesta entrada do novo ano legislativo o PSD proponha o dia do cão por este ser o maior amigo do homem, uma vez que o do gato não chegou lá.
Temos pena..., eu até estou a começar a gostar de gatos.