quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Até para o Ano "Festa do Avante"


Já passaram alguns dias, mas que dizer da grande e maravilhosa Festa do Avante de 2007.Foi sem duvida um momento marcante para muitos dos que como é habitual lá estiveram presentes. Foi um reencontrar de amigos, de camaradas que não vemos á algum tempo. Foi durante três dias a festa da Liberdade, da Solidariedade da Amizade. Para aqueles que foram pela primeira vez o regresso para o ano está garantido pois levaram as melhores referências de uma Festa feita pelos Comunistas Portugueses para o Povo em geral. Todos nós que lá estivemos não vamos de maneira nenhuma esquecer a loucura que é ouvir, cantar e dançar a Carvalhesa.
Aos construtores da festa um obrigado muito especial sem eles nada do que se passou nestes três dias seria possível. Foram 3 Meses de muitas horas de trabalho dado voluntariamente para que no dia da abertura estivesse tudo pronto a fim de receber os visitantes da Nossa Festa. Durante os três dias é de referir os milhares de pessoas que por turnos mantiveram em funcionamento uma autentica cidade. Eu orgulho-me de dizer que também fiz parte deste maravilhoso colectivo.
Por isso digo até pro ano. Já tenho saudades. De facto não há Festa como esta.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

"Este Parte Aquele Parte"





Cantar de emigração (Este Parte, Aquele Parte)

Música: José Niza


Intérprete: Adriano Correia de Oliveira

Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão
Em Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão
--- " ---
Tens em troca órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai
---"---
Coração que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará

"Trova do Vento que Passa"


Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
---"---
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das água
se os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
---"---
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
---"---
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
---"---
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
---"---
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
---"---
E o vento não me diz nada
Ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
---"---
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
---"---
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
---"---
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
---"---
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
---"---
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
---"---
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
---"---
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
---"---
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

(Manuel Alegre)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

"Verde Eufémia" ao Serviço do "Esclarecimento"



Uma organização penso que ambientalista chamada de "Verde Eufémia" desenvolveu uma acção de protesto no passado fim de semana na herdade da Lameira. Sejam quais forem os princípios invocados quanto aos alegados benefícios ou malefícios das culturas transgénicas e por mais que possamos condenar o facto de estas culturas estarem a ser desenvolvidas em Portugal não será desta forma que se deve protestar. A violação de propriedade privada é sem duvida uma violação da lei. E a lei deve de ser respeitada. Existem muitas formas de chamar a atenção para o problema. Até porque a solução terá sempre de passar pelo esclarecimento junto das populações e muito especialmente dos agricultores por forma a demonstrar-lhes os malefícios que este tipo de culturas trazem. Ouvi as palavras de um dirigente do Partido Ecologista Os Verdes. Segundo Vítor Cavaco, o facto de serem "contra a utilização de OGM", não os leva a serem favoráveis "a acções deste género". O mesmo dirigente considera que "as coisas não devem ser levadas a cabo desta forma nem desligadas da população". Concordo. Miguel Portas, dirigente do BE ao seu estilo habitual veio defender esta intervenção, justificando que os OGM "deveriam de ser discutidos pela sociedade Portuguesa". Ora se as discussões deste(s) senhor(es) são desta forma, não há duvida que todos nós ficamos mais esclarecidos.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Abandono dos Emigrantes Portugueses


O Governo pretende encerrar muitos dos consulados que têm espalhados pelo mundo fora. Todos nós sabemos que Portugueses seremos talvez mais lá fora a viver e a trabalhar do que propriamente cá dentro, em Portugal. Só para dar um exemplo em França os consulados que o Executivo do PS pretende encerrar, abrangem uma zona geográfica superior ao território Português, prestando serviços a mais de meio milhão de portugueses. Ou seja estes Portugueses terão de se deslocar até Paris e juntar-se assim aos cerca de 1 milhão que vivem nesta cidade. Imaginam o que era se agora de um momento para o outro o Governo encerrasse os serviços públicos do Porto e os concentrasse numa outra cidade do País a 300 Km.

Os imigrantes não podem ser vistos apenas pelas remessas que enviam para Portugal. Os Portugueses espalhados por este Mundo merecem uma outra atenção. Para além de terem de se deslocar para outros países, para assim poderem ganhar o pão de cada dia, visto aqui não encontrarem trabalho, o governo deveria ter mais respeito por esta gente, pois ao imigrar estão a fazer um jeito enorme á economia Portuguesa. Enviam as respectivas remessas de dinheiro e aliviam ainda a taxa do nosso desemprego que já é um dos maiores da Europa.

Esta politica economicista do Estado não pode deixar ao abandono assim os Portugueses, quer vivam em Portugal ou no Estrangeiro.